segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Voltei
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Até que enfim...
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Ausência
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
É tããããão fixe...
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Gestão para Totós
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
quarta-feira, 25 de julho de 2007
...
Apesar de andar desde Maio com uma grande vontade de ir, não vou. Porque estou cansada, porque já fui ver o Dave Matthews e a Tori Amos e porque o dinheiro não estica.
Mas era uma coisa que queria muito fazer. Daquelas que nos fazem afirmar que "correr por gosto não cansa", mesmo quando depois ficamos de rastos mas com um grande sorriso nos lábios.
Não me lamento muito por não ir: 2 em 3 é excelente, principalmente quando um dos concertos foi em Londres.
Aqui fica o registo da passagem da moça por Portugal e da minha grande pena em não poder assistir ao concerto. Fica para a próxima...
Hoje é ainda o dia do aniversário do Ruizinho!
Muito parabéns, pequeno homenzinho e que os anos que vierem sejam tão alegres quanto o que passou.
Hã?!
Estou triste e decepcionada.
Como é que há quem se permita não ter a lucidez suficiente para confundir e desvalorizar o meu esforço em ajudar aqueles de quem gosto, assumindo-o como uma obrigação ou como algo que não representa nenhum custo para mim?
Chega.
Eu não posso passar a vida a cuidar do conforto alheio em deterimento do meu bem estar ou até mesmo da minha sanidade mental...
pedra
terça-feira, 24 de julho de 2007
...e eis que de repente...
Switch off
Não consigo. Parece que o meu cérebro encontrou forma de fazer "switch off" e por mais que me esforce não consigo coordenar ideias ou pensar em quer que seja.
…nem mesmo a cafeína faz qualquer efeito…
Aliado a isto estou com um mau-feitio impressionante, principalmente causado pela grande falta de paciência que tenho para com as outras pessoas. Estou cansada e sem energia para mais nada que não seja aguentar-me de pé e gerir os minutos de cada um dos meus dias, de maneira a assegurar que consigo chegar ao fim do dia até ao sofá, onde invariavelmente aterro sem aviso prévio.
Há por aí muita gente que não sabe que prenda me dar pelo meu aniversário. Para todos vocês, aqui fica uma sugestão da minha prenda de sonho: umas boas horas sem stresses, gente passada, problemas adicionais e coisas do género.
Se quiserem complementar com uma sessões num spa, não ficava nada chateada…
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Mr. Potter
quinta-feira, 19 de julho de 2007
A idade é tramada...
terça-feira, 17 de julho de 2007
Devaneios parvos
segunda-feira, 16 de julho de 2007
E assim se perdem tradições
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Hoje trabalha-se ao som de...
Começou hoje o "Grande Prémio Histórico do Porto" e é bonito de se ver: os carros clássicos são quase relíquias e liiiindos de morrer.
O Porto está em festa...
quinta-feira, 12 de julho de 2007
...ainda a Tori...
Com 1 asterisco estão assinaladas as que fazem parte do meu "best of" e com 2 as "Top rated (from the best of)"...
Digam lá se não tive sorte!
Isabel's Set
Yo George *
Sweet Dreams *
Devils and Gods (w/Tubular Bells intro) *
Almost Rosey **
Tombigbee
Big Wheel *
Caught a Lite Sneeze **
Liquid Diamonds
Cornflake Girl **
Doughnut Song
Glory of the 80's *
Home on the Range (solo)
Winter (solo) **
Cooling (solo) **
A Sorta Fairytale **
Beauty of Speed *
Code Red **
---------------
Precious Things **
God *
---------------
The Waitress *
Hey Jupiter **
(Nota: "Isabel Set" é a referência que Tori Amos faz à "American Doll" que encarna no início de cada concerto. Neste foi a Isabel... se quiserem espreitar as estatísticas vejam aqui)
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Tori sounds, looks and sings just like... Tori!
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Aqui vou eu
Gostava de ir de forma mais inconsciente, sem a noção de que há problemas em Londres e que existem malucos neste mundo que fazem coisas estúpidas e que para mim não fazem nexo. Estou cansada e sem energia para pensar muito, mas ainda bem que assim é pois, pela primeira vez tenho de admitir que estou a achar estas histórias todas um bocadinho assustadoras.
...parece que o meu lado aventureiro está a esmorecer.
Bom, aqui fica a letra da música que podem ouvir aqui ao lado (mais uma vez a moça passou-se e esta até tem uns tons meio medievais...)
"Devils And Gods"
Devils and Gods
now that's an idea
But if we believe that its
They who decide
That's the ultimate detractor of crimes
'cause Devils and Gods
They are You and I
Devils and Gods
They are You and I
Devils and Gods
Safe and Inside
Que altura tão fixe...
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Já que estamos na onda de arranjar teorias…
Acerca da forma como cada um de nós lida com o seu trabalho. De como cada um de nós sente, reage e se empenha cegamente ou faz exactamente o contrário. E da frustração que é sentirmos que nos estamos a "matar a trabalhar", e depois sentir que esse esforço foi em vão por "esbarrar" em alguém com uma postura totalmente diferente e que com isso dilui completamente o esforço inicial.
É horrível e devastador.
Faz-nos questionar se vale a pena vestir a camisola da forma como temos feito, se vale a pena deixar de viver tudo o resto em nome do empenho profissional. Se simplesmente vale a pena…
Tenho algumas teorias sobre isto. Mas não encontrei ainda a fórmula mágica (se é que ela existe).
Sou plenamente a favor do empenho profissional. Aliás, não sei ser de outra forma. Dou por mim por vezes a ficar cega em relação a tantas coisas em nome do trabalho e isto acontece instintivamente sem que eu o controle minimamente. Por isso não compreendo as tantas e tantas pessoas com empenho duvidoso, que causam entropia e "estragam" o trabalho dos que acreditam, se empenham e querem fazer acontecer.
Mas quando vem a tal frustração chego a pensar que se calhar elas é que estão certas. Momentaneamente, mas penso.
Mesmo que isso signifique fazer um esforço sobrenatural (e com isso evitar a tentação de bater em algumas pessoas que parecem estar a dormir…).
…por isso, gracinha, deixa lá, que a vida é feita de mais coisas, bem mais recompensadoras que o trabalho...
terça-feira, 26 de junho de 2007
E quando todos os indícios apontavam para a impossibilidade...
Os bilhetes para assistir ao concerto estão expedidos e devem chegar no correio quarta ou quinta-feira (a casa do meu amigo Nuno Rosado em Londres, claro...)
Aiaiaiaiaiaiaiiiiiiiiiiiiiiiii...
Até estou com medo de agora vir a ter problemas com os voos, o hotel e tudo o mais.
Quem me manda querer ir a Londres na mesma altura do Live Earth????
Que tal uma lição de física?
Para os menos dados a estas coisas da física e mecânica clássica, esta é a famosa 3ª Lei de Newton e é uma das bases fundamentais das engenharias clássicas.
Sendo eu uma mulher de ciência, que de vez em quando dá por si a achar graça a tantas e tantas coisas que se passam à nossa volta e em traduzi-las em leis e princípios físicos e matemáticos (uma chata, às vezes, eu sei, mas é-me absolutamente irresistível assistir a um filme do 007 sem ir desmontando algumas das cenas por serem fisicamente impossíveis…), dou por mim a achar que esta simples lei tem aplicações práticas menos matemáticas e mais subjectivas do que fui levada a supor quando a aprendi, algures no tempo em que andava na escola secundária.
Socialmente, por exemplo. Com as pessoas que compõem a nossa equipa de trabalho. Com os nossos amigos mais próximos e com a nossa família. Se os tratamos sem mimo e sem atenção, a reacção mais lógica é sermos tratados da mesma maneira. Se não os respeitamos, não podemos esperar respeito em troca…
Claro que isto não é um simples modelo matemático em que se analisam casos isolados e sem influências exteriores. No nosso dia-a-dia as variáveis são imensas e muitas vezes inquantificáveis. A má disposição de quem dormiu mal, a agressividade ou a tristeza de quem está a passar uma fase mais difícil na sua vida e que em nada nos diz respeito mas cujos efeitos acabam por nos afectar. E aos quais acabamos por reagir…
Este é um efeito tipo bola de neve, mas em que nos movimentamos todos os dias.
Dei por mim a pensar nisto e na melhor forma de lidar com isto, mais especificamente com a minha equipa de trabalho, mas extensível a todos as relacionamentos sociais. E percebi.
Percebi que a diferença está em quem percebe isto e percebe que por vezes tem de introduzir novas variáveis nessa bola de neve. E com isso provocar as reacções certas. Mesmo que isso signifique que não se pode ceder à tentação de apenas reagir, mas passar a ser o criador da acção e com isso influenciar (um bocadinho apenas) o pequeno universo em que nos movimentamos. Ter a capacidade de nos distanciarmos o suficiente e podermos analisar de forma fria, calculista e matemática algumas das embrulhadas que por vezes acabamos por nos meter.
...afinal faz sentido que grande parte dos grandes pensadores do renascimento fossem afinal também grandes matemáticos e físicos...
quinta-feira, 21 de junho de 2007
About...
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Winter
terça-feira, 19 de junho de 2007
E a música de hoje é...
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Mais uma aventura
sexta-feira, 15 de junho de 2007
...
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Falta só um bocadinho (assim)...
Depois de não haver lugares disponíveis online, de chatear amigos que moram em Londres que concluíram que só se vendem bilhetes online. Depois de descobrir que poderia haver uma possibilidade de arranjar bilhetes de pé e de chatear ainda mais amigos com contactos em Londres (via famelga que está actualmente em Angola) e desencantar uma morada em Londres para a expedição dos mesmos (mas que raio de site é este que não permite a venda de bilhetes a pessoas que não morem na UK???)...
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Pink
quarta-feira, 6 de junho de 2007
E o cúmulo dos cúmulos é...
terça-feira, 5 de junho de 2007
Aiaiaiaiiiiii - Parte II
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Aiaiaiaiaiiiii
quinta-feira, 31 de maio de 2007
...
terça-feira, 29 de maio de 2007
...
segunda-feira, 28 de maio de 2007
...absolutamente colossal!!!...
sexta-feira, 25 de maio de 2007
It's DMB Day!!!!
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Ena, tantos!...
Ah, pois é! Se durante tanto tempo (anos?!) não fui a nenhum concerto por falta de tempo/ oportunidade/ interesse nos cartazes que as nossas salas de espectáculos apresentavam, agora parece que os concertos (francamente) interessantes aparecem por todo o lado como cogumelos…
…e não, não estou a falar do frequentador assíduo de casas de banho públicas que vai amanhã actuar em Coimbra…
Ora vejam só:
- A 25 de Maio vai actuar (yeeeeees!!!) no Pavilhão Atlântico o tão ansiado Dave Matthews (lembram-se de me ouvir a suspirar por ele quando eram tornados públicos os cartazes dos Rock In Rio?...). Este é só um dos artistas por que eu ansiava um dia vir a ouvir em concerto. Nada como esperar uns anos que ele lá resolveu dar o ar da sua graça… adivinhem quem já tem bilhetes?!...
- A 28 de Maio começa a digressão europeia da (grandiosa e absolutamente fantástica, com os seus 3 pianos em palco onde toca em simultâneo) Tori Amos. Nessa data actua em Roma e eu não vou lá estar. Mas… estou a fazer todos os esforços possíveis para ir no dia 3 ou 4 de Julho assistir ao concerto dela em Londres!...
- Por fim, em 25 de Julho, no Coliseu de Lisboa, actua a (magnífica) Aimee Mann de quem sou grande fã e por quem tinha a secreta esperança de um dia conseguir ver ao vivo. Bom… lá tive de fazer um telefonema a praxar uma certa loura para me ir comprar bilhete…
Devem ser poucos os que compreendem o grande prazer que sinto com a perspectiva de poderá assistir a estes concertos. Tratam-se somente "daqueles" artistas a cujos concertos ambicionava conseguir um dia ir.
Estou contente. Mesmo sabendo que me vou aventurar a arranjar uma ida a Londres só para ir a um concerto (não fosse Tori Amos e eu nem pensaria no assunto). Ou que vou fazer uma maratona na sexta 25, para ir a Lisboa e estar no Pavilhão Atlântico às 8h (que raio de hora para começar um concerto!), assistir ao concerto e regressar de seguida à Invicta…
…quem corre por gosto, não cansa, certo?...
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Tadinha da Clarinha
...já suspira pela "bela da caipirinha" como costuma dizer...
terça-feira, 17 de abril de 2007
Não encontro...
quinta-feira, 12 de abril de 2007
What time is it?
terça-feira, 10 de abril de 2007
Triste sina a minha...
Manecas, a salvadora da pátria...
terça-feira, 3 de abril de 2007
"Temos livro!..."
quinta-feira, 29 de março de 2007
Mais frustrante do que não ir de férias...
quarta-feira, 21 de março de 2007
A melhor esplanada da cidade do Porto
Pois agora resolvi publicar uma foto tirada num fim de tarde de Inverno, por sinal o dia do almoço de comemoração do aniversário da nossa querida Clara, tirada da minha varanda...
...carinhosamente chamada por mim de "a melhor esplanada da cidade do Porto"...
Agora tentem sentir o prazer que tenho, em tantos e tantos almoços de Verão, ao preguiçar ao sol enquanto petisco qualquer coisa e vou entretendo o olhar entre o azul do rio e do mar e as cores vibrantes dos barcos "estacionados" na afurada...
Eu quero!...
...um magnum de amêndoas!!!!
Ontem, em conversa à hora do lanche (para quem lancha, claro está), comentaram em tom guloso qualquer coisa do tipo "…vou comer um magnum amêndoas…"
Desde então que não consigo tirar da cabeça a porcaria do gelado!...
Bolas, que isto de ter desejos por simpatia dá com uma pessoa em doida!...
Nota: Não, não sou, nem estou, com a mania das dietas… simplesmente não há aqui por perto nenhum sítio onde comprar o gelado! Ai, ai…
sexta-feira, 16 de março de 2007
Não sou supersticiosa, mas...
...julgo que sou uma rapariga de sorte.
Gosto de pensar que a sorte que tenho é consequência do meus actos, do meu esforço em fazer as coisas certas e da forma mais correcta, mas acho que isso é, provavelmente, presunção a mais...
Ou então a minha sorte é causada pelos meu queridos trevos de 4 folhas.!... Sim, eu tenho trevos de 4 folhas em casa. Prenda da minha irmã...
Muito giro: um pequeno vaso em terracota, uma pastilha compacta de terra (que triplicou o volume ao misturar com água) e dois pequeninos bolbos de trevos de 4 folhas.
Plantei-os e... voilá!
Em exibição na minha cozinha...
quinta-feira, 15 de março de 2007
A cozinha da Joana
"Este fim-de-semana temos queques de mel e cogumelos recheados!
Fazes?"
Bom... pelos vistos não só sou boa cozinheira, como ainda passei a ter serviço "à là Carte"...
Para quem tiver apetites semelhantes, é só espreitar A Cozinha da Joana... e deitar mãos à obra!...
Hã?!?...
"...que representa um investimento de x milhões de euros, em dinheiro europeu."
Hã?!?... Euros em dinheiro europeu?!? Perdoem-me a ignorância, mas existe alguma moeda que se chame Euro que não seja a europeia?
Aiaiaiaiaiai... eu posso estar a ficar maluquinha, mas a jornalista da Antena 3 também não anda lá muito bem...
quarta-feira, 14 de março de 2007
Singularidades de uma rapariga (pouco) loira
Há coisas em mim que quase ninguém consegue perceber. Nem porque sou assim, nem o que me motiva, nem mesmo sequer porque gosto tanto de algumas coisas que alguém convencionou como sendo desagradáveis ou penosas...
Curiosamente tenho vindo a descobrir que sou uma espécie de raridade em alguns aspectos.
Uma dessas coisas que tanto gosto de fazer é lavar o carro. Sim, l-a-v-a-r o c-a-r-r-o!...
Calculo que goste de o fazer porque quando me dedico a isso normalmente faço-o em dias de sol radioso e quente. Ainda por cima é uma tarefa que envolve água, o que é o mesmo que dizer que quando acabo de lavar o carro estou muito mais molhada do que estava inicialmente... e isso diverte-me. Muito.
Mas não só. Faz-me bem ao humor, ao estado de espírito e permite-me arejar ideias. E a boa disposição com que fico depois é a melhor recompensa. Quer dizer... o facto de ficar com o carro lavado também ajuda, claro!...
Isto é um facto. O que tenho estranhado são as reacções do resto do mundo, quando digo que estive a lavar o carro. O facto de andar com um carro de serviço, de até poder apresentar a despesa da lavagem e ainda assim optar ocasionalmente por tratar do assunto com as minhas próprias mãos é algo que faz confusão na cabecinha de muita gente.
Lembro-me de no verão em que estava a trabalhar em Coimbra, ter ido ter um dia com os meus pais e ter aproveitado para os desafiar a irem comigo até uma fonte que existe na velhinha (e tortuosa) estrada que liga Coimbra a Penacova, para eu lavar o carro. Com eles estava um casal amigo (que me conhece desde os meus 2 anos) que acabou por nos acompanhar... e brindar com muitos comentários de estranheza e estupefacção pelo facto de eu querer (leia-se querer mesmo muito) lavar o carro pessoalmente. Choque!... Então quando disse que aquele era um carro alugado... pfff.... parecia que estavam a olhar para uma extra-terrestre… bom, com isso garanti que, enquanto eu tratava da lavagem do carro, tivesse por companhia um público exigente a chamar a atenção para as eventuais falhas na execução da tarefa, por entre um discurso moralista de que era uma vergonha que uma pessoa com as minhas funções se prestasse a fazer uma coisa daquelas.
Este é um episódio que dificilmente esquecerei...
Este fim-de-semana fiz o mesmo. Não sei se para aproveitar os derradeiros dias na casa que os meus pais venderam (na nova é impossível fazer tal coisa), se porque o carro estava realmente a precisar ou se foi resposta ao sol e ao agradável calor que se fez sentir. Sei que me deu muito gozo fazê-lo.
Também sei que arranquei um sorriso condescendente do meu (ainda) vizinho quando me viu a brincar com a mangueira e com o balde (deve ter pensado "lá vai a maluca lavar o carro outra vez!...")
E depois quando regressei à Invicta e confessei ter andado a lavar o carro fui brindada com uma gargalhada bonacheirona, acompanhada de um "só tu!..."
Não acho que lavar o carro seja uma tarefa particularmente penosa. O facto de só o fazer quando me apetece também contribui para isso, naturalmente… mas…
Uma coisa posso garantir: não vou deixar de fazer algo que me dá tanto gozo só porque o resto do mundo estranha. Mas sou pessoa para sugerir ao resto do mundo que tente desligar-se do convencionalismo de que essa é uma tarefa chata e trabalhosa e que tente perceber que é possível transformar uma tarefa destas numa grande brincadeira que, conjugada com sol, calor e água a rodos se revela ser uma coisa bem divertida…
terça-feira, 13 de março de 2007
Já está!...
quinta-feira, 8 de março de 2007
Real estate update
Que bom...
Hoje está um tempo fabuloso. Um sol radioso, o céu azul límpido e faz um calorzinho saboroso a fazer lembrar que a Primavera não anda longe.
Sendo eu uma pessoa facilmente influenciável pelo tempo, o meu humor, a minha disposição e o meu sorriso tornam-se muito mais fáceis com dias assim. E por serem os primeiros dias assim, após os rigores do Inverno, parecem ser ainda mais saborosos...
Nestas alturas julgo que os meus sentidos ficam ainda mais apurados, sentindo mais intensamente os cheiros das flores e da terra, o vento transformado em aragem e as cores mais luminosas e radiantes. Sinto ainda algo mais especial: a minha reacção ao sol e ao calor, em que parece que todos os pedacinhos de mim tentam absorver ao máximo todo o calor que puderem.
Por tudo isto apetece-me sair daqui e ir lá para fora e deixar-me invadir pelo bom tempo e pela sensação de bem estar que ele me provoca... e por tudo isto ainda me custa mais aceitar a realidade de que estou confinada a trabalhar num cubículo interior, sem qualquer janela nem vislumbre de sol…
segunda-feira, 5 de março de 2007
E ao 68º dia...
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Quote of another day
sábado, 24 de fevereiro de 2007
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Eu tive um cérebro...
sábado, 20 de janeiro de 2007
Sábado, esse dia maravilhoso...
...para se inventar um almoço "portátil", rumar ao parque da cidade e almoçar ao som da passarada debaixo de um sol bem quentinho
...para beber um cafézinho numa esplanada de pedra com vista para um pequeno recinto, onde a pequenada se diverte com as delícias de um pequeno pónei
...para perceber que afinal a vida não é assim tão má e que o meu estado de espírito está a melhorar...
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Poooooooooooiiiiiissssssssss...
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
I've got a date!....
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
...
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Tenho de me deixar disto!...
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Mais devaneios
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Strange little resolutions
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Work, work &work...
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Há dias assim
Quote of the Day
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
Jibóias fechadas e jibóias abertas…
Assim, se lhe disserem: “A prova de que o Principezinho existiu é que ele era encantador, é que ele se ria e queria uma ovelha. Querer uma ovelha é a prova de que existe”, as pessoas grandes encolhem os ombros e chamam-vos crianças! Mas se lhes disserem: “O planeta de onde ele vinha era o asteróide B612”, as pessoas grandes ficam logo convencidas e não se põem a fazer mais perguntas. As pessoas grandes são assim. Não vale a pena zangarmo-nos com elas.”
In “O Principezinho”, Antoine de Saint-Exupéry
Comecei 2007 a ler o Principezinho. Com um sorriso do tamanho do mundo que crescia à medida que se desenrolava cada frase...
É bom descobrir que ainda não se é uma pessoa grande...
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
2006
Tal como acontece por esta altura na comunicação social, também eu resolvi parar para pensar um bocadinho sobre o que 2006 me ofereceu…
…profissionalmente começou com um momento bom e um mau: tive a minha primeira reunião mais à séria com a direcção da empresa (vulgarmente conhecido como o “castigo”) e correu-me bem, mas depois fui brindada com a reunião sobre os aumentos e foi um verdadeiro balde de água fria. Tal como em 90% das empresas, a expectativa criada na altura da contratação sobre este aspecto foi defraudada e eu não digeri a coisa nada bem… mesmo tendo ouvido palavras elogiosas. Enfim… dou por mim a pensar porque é que dei tanto de mim (e me prejudiquei tanto e em tantas coisas) em nome do trabalho, para depois ter um retorno tão pobre. Bom, mudou a postura e ficou a lição: enquanto isto for desafiante e o “ganhar dinheiro” não se tornar prioridade, por cá permanecerei, mas…
…Técnico Responsável. Enfim… a gota de água. Não queria, mas teve de ser, fui obrigada a trabalhar para isso e ganhei uma responsabilidade acrescida sem qualquer tipo de retorno (e não estou a falar de dinheiro…). Neste momento sou e detesto a ideia de o ser, a forma como me fizeram ser e o que vou ter de passar se algum dia tiver azar… Seguramente o pior do ano…
…Costa Rica. 2006 foi o ano da Costa Rica… 14 horas de viagem, um vulcão activo observado de um paraíso tropical, actividades um bocadinho mais radicais e a primeira vez que vi e mergulhei no Pacífico. Orquídeas a rodos e bichos de todos os tamanhos, géneros e cores. Estradas pavorosas e pessoas de uma simpatia a toda a prova que nos faz gostar ainda mais desse cantinho do mundo e me deixaram com vontade de lá voltar. Adorei, adorei, adoreeeeeiiiiii…
…Clara. Agosto em cheio e suficiente para uma vida inteira. Ouviste???...
…foram 60 velas que a minha querida Mimi teve de soprar este ano… Dificilmente esquecerei a grande festa-surpresa (e o olhar de espanto e emoção com que foi surpreendida por todos aqueles que aderiram sem hesitações à conspiração) e o quanto foi divertido organizar tudo em segredo, recorrendo a pequenos subterfúgios e a alguma malandrice… querida mãezinha, foi a melhor prenda que recebeste e a que mais gostei de te dar.
…poesia. Em 2006 descobri uma poesia que não procurava nem julgava encontrar. Poesia que me transmite paz, alimenta a alma e ofusca os espinhos que a vida vai teimando em mostrar. Como uma espécie de refúgio onde me sinto bem e onde o resto do mundo não entra, nem existe sequer.
Sinto que 2007 vai ser um ano muito importante para mim. Não sei exactamente o que me reserva, mas acho que o caminho que tenho percorrido me vai levar obrigatoriamente a algumas encruzilhadas. E sinto que estou preparada para as enfrentar.
Bom 2007 para todos!...
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Ufa, Já está!...
Para quem não sabe, eu tenho uma casa pequenina, mas cheia de personalidade e com a mania das grandezas: tem de caber lá o sofá enorme, a cama grande e a árvore de natal gigantesca, que todos os anos insiste em se fazer notar!...
Juro que nesta altura do ano penso que a casa parece elástica… estica de um lado, encolhe do outro, troca-se isto daqui para ali e lá se consegue encaixar tudo. Pois… huum… verdade: não se consegue tirar grande proveito da mesa de jantar, mas… que se lixe!...
Por estes dias passou mais um aniversário da minha casa. Já lá vão 4 anos na "casa-mais-linda-do-mundo" - minha, toda minha (e grande parte do banco) e cheia de coisas que gosto e que são a minha cara. Sim, mesmo o candeeiro de Aladino que ninguém gosta (ok, Clara?!). A "melhor-esplanada-da-cidade-do-Porto" que tanto gosto me deu conquistar e onde me sinto no meu elemento, deixando o resto do mundo fechado lá fora.
Dei por mim a pensar nisso e no quanto a minha casa significa para mim. A recordar as casas onde vivi desde que me mudei para o Porto e a aventura que foi decidir-me de vez pelo meu cantinho (foi a 1ª que vi e só depois de umas tantas e quase um ano é que cheguei mesmo à conclusão que não valia a pena pensar mais no assunto…).
Recordei a surpresa que a minha mãe e a minha irmã me fizeram quando fui operada e as "engenhoquices" que insisti em fazer eu mesma: desde instalar o fogão e o forno (all by myself!) ao sensor remoto da caldeira, passando pela conversão em estantes de parte do armário da entrada. As cortinas tipo venezianas que fiz e instalei na cozinha, a própria cozinha que já alguns vizinhos vieram admirar e copiar e a estante (a GRANDE) estante da sala, mandada fazer por medida e que faz lembrar uma biblioteca do fim do século XIX…
…Quando regressei ao Porto, depois da minha aventura em Coimbra, andei durante uns tempos obcecada com estar em casa: estava tão farta, mas tão farta de ficar no hotel (e tinha sorte, que era um hotel bom e onde era muito bem tratada: todos me conheciam e já sabiam o que queria e do que gostava… mas era um hotel) que durante uns bons meses me recusei a sair de casa: não jantava fora, não saía, não queria sair nem fazer nada: apenas ficar em casa e suspirar pelo quando era bom lá estar. Parece estranho, mas parecia que estava a tentar compensar o tempo perdido…
Mais um ano que passou e mais um ano que consegui encaixar a minha grande (e linda)
árvore de natal. Já lá vão 4 anos desde o dia em que a casa passou a ser minha e que, sem mais nada sem ser umas almofadas emprestadas e uma piza, 4 jovens inconscientes resolveram montar pela primeira vez a árvore gigantesca na casa vazia…
…estranho, nessa altura não parecia tão grande…
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
...
Parei agora para respirar fundo e recuperar fôlego e permitir-me por uns instantes deixar-me invadir pela melancolia que teima em se fazer notar.
Hoje sinto-me particularmente esgotada. As minhas olheiras estão pior do que nunca e a dor de cabeça que sinto desde segunda-feira continua a massacrar, tendo-se permitido hoje ao requinte de me afectar os olhos: tenho a pálpebra esquerda a tremelicar desde manhã.
Sei que não posso falar em férias (arrisco-me a levar uma tareia, eu sei…) mas estou realmente a precisar de tirar uns dias e descansar a sério.
Aproximam-se dias diferentes: a minha mãe vai ser submetida a uma pequena cirurgia no próximo sábado, mas sinto-me tranquila em relação a isso por ser uma intervenção simples e porque sei que vai estar entregue a boas mãos. Como a próxima semana vai ser curtinha (2 dias cá e dois dias na capital) tenho a certeza de que vai passar rapidinho e depois…
…depois, lá vou eu: uma semana i-n-t-e-i-r-i-n-h-a de férias!...
…indo eu, indo eu, a caminho do Montesinho...
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
O Trovador
Ontem fui à Ópera, assistir à estreia d' "O Trovador".
Trata-se de uma ópera em 4 actos, cujo enredo, resumidamente, é:
"O conde-pai apanhou uma cigana (mãe) a olhar para o seu filho e mandou-a queimar por feitiçaria. A filha como vingança roubou o bebé para o queimar na fogueira, mas enganou-se (pois, claro!) e queimou o seu próprio filho. Anos mais tarde o conde-filho procura a cigana para vingar a morte do irmão.
Entretanto o conde-filho tem uma paixoneta pela Leonora que por sua vez tem uma paixoneta pelo misterioso Trovador. Logo o conde-filho persegue o Trovador para o matar e ficar com a sua amada. Quando o consegue capturar, a Leonora troca a liberdade do Trovador pela promessa de que se rende ao conde, mas a malandra assim que obtem o perdão do seu amado, toma veneno para tramar o conde. Este quando percebe que foi enganado mata na mesma o Trovador e a cigana revela nesse momento que afinal quem ele tinha acabo de matar era o seu próprio irmão. "Vingançaaaaa!!!"…"
Querido Giuseppe… É verdade que tens um talento fora de série enquanto compositor, mas para escreveres enredos, ficas um bocadinho ao nível daquilo a que no século XXI chamamos de telenovela mexicana…
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
Lady In the Water
Ontem fui ao cinema, coisa que já não fazia há muuuuuito tempo.
Sabendo que o Shyamalan é dado a filmes pouco óbvios e com desfechos surpreendentes, dei por mim pouco convencida com o estranho começo do filme " A Senhora da Água"…
...mas durou pouco essa sensação. De repente comecei a deixar-me embalar pela "bedtime story", com essa mistura entre o real e o imaginário, sendo transportada para onde só quem não sonha não consegue chegar. Senti-me invadida pela pureza da mensagem e pela fantasia de quem vagueia na simplicidade entre o bem e o mal e saí do cinema completamente arrebatada pela história, pela imaginação e pela simplicidade do filme.
Estou certa de que esta não é uma opinião consensual. Muitos não se sentirão embalar pelos sonhos deste autor/argumentista/realizador/actor e seguramente poucos terão a imaginação necessária para ver e sentir o mesmo que eu senti.
Mas isso não me interessa. Foi um excelente filme e maravilhosa a sensação atordoante que ele provocou em mim…
terça-feira, 31 de outubro de 2006
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
...
Regressei ao trabalho e às complicações, com uma secreta esperança de que hoje fosse um dia tranquilo. Tive sorte… não houve muitos problemas e ainda fui brindada com uma prenda de que tanto precisava para atingir os objectivos mensais, mas de que já estava a perder esperança de conseguir.
Estou tranquila.
Será que esta paz aparente vai durar ou será (mais uma vez) apenas uma pausa do turbilhão de coisas e acontecimentos que tem pautado a minha vida?...
sábado, 28 de outubro de 2006
...
Sem forças para mudar o mundo, nem energia para dispensar atenção a ninguém. Sem inspiração, nem paciência...
Apetece-me ser rezingona, mau-feitio e gritar aos ouvidos de quem diz tontices acerca do que realmente penso das barbaridades que dizem... e aproveitar e descarregar ainda mais dizendo-lhes algumas verdades bem duras e cruas sobre o que acho que essas pessoas são e dos disparates que proferem (e acreditem que quando me dá para isto eu sou capaz de arrasar com quem quer que seja o alvo da minha ira...).
Mas ao mesmo tempo que me apetece tudo isto, vou tendo alguns acessos de mimo e carinho profundo para com as pessoas que tão cuidadosamente têm tratado de mim.
Nunca parei muito para pensar nisto, mas acho que estar doente provoca-me uma espécie de exaltação de emoções que atingem extremos quer em género, quem em quantidade. Fico mimada e com vontade de mimar. Fico com vontade de ser o centro do mundo e com isso sinto-me no direito de ter mais mau-feitio do que o habitual. Fico sem paciência... mas também fico com uma vontade quase irresistível de corresponder de forma avassaladora aos mimos de quem me mima. E nestes dias tenho sido muuuito mimada...
quarta-feira, 4 de outubro de 2006
Pura poesia
quinta-feira, 21 de setembro de 2006
Equinócio
quinta-feira, 17 de agosto de 2006
Chuva
Quem me conhece sabe que não gosto muito de chuva. Gosto de a ouvir lá fora quando estou confortavelmente enroscada em casa, mas à parte disso…
Não sei se é por estar mais velha ou se por estar cada vez mais receptiva a coisas novas, mas a minha relação com a chuva tem vindo a mudar. Ontem dei por mim a saborear o som da chuva e a dar descanso ao guarda-chuva (ou chapéu de chuva, como se diz na minha terra) enquanto passeava na rua, a recordar com nostalgia os dias de férias que passei em Monteverde, na Costa Rica.
Monteverde foi uma aventura e uma revelação. Foi o destino mais rústico das várias paragens que fiz nestas férias, o destino mais frio, com piores acessos, o mais aventuroso e o mais ecológico. Por lá visitei o parque natural e vi pássaros, bichos e plantas que nunca tinha visto, passeei pelo meio de colibris de mil cores (numa concentração de pássaros por metro quadrado que não julgava possível) e fiz tantas e tantas coisas que me é difícil enumerar agora.
Mas a maior aventura em Monteverde foi o passeio pelas pontes suspensas não só pela caminhada em si, como pelas vistas e pela… tempestade tropical, brindada com trovoada, que se abateu sobre nós em bátegas que magoavam e que impermeável nenhum no mundo conseguia reter. Agora é só imaginar-me (a não gostar de andar à chuva) a pensar que aquela era uma oportunidade única para andar naquelas pontes e passear pelo topo das árvores da floresta, oportunidade que não podia perder de maneira nenhuma, mas… que estava a chover demais e que o pior sítio do mundo para se andar debaixo daquela trovoada era precisamente nas copas das árvores, em pontes suspensas que ainda por cima eram metálicas…
Fui. Inicialmente pouco convencida e no fim completamente rendida. Adorei não só as vistas, como a aventura e a chuva em si. Ficou a memória da tempestade e do nosso amigo israelita (cujo nome não recordo) que corajosamente se juntou a nós nesta aventura, enquanto todos se refugiavam do mau tempo.
quarta-feira, 2 de agosto de 2006
Loucura
Parar. Preciso de parar… Forçar a paragem desta espiral de loucura que me invade e encontrar o verdadeiro sentido das coisas...
terça-feira, 1 de agosto de 2006
...
São tantas as palavras que me correm no pensamento e tão poucas as que me parecem apropriadas para te dizer… Hoje estou com o meu pensamento em ti, por ti e para ti.
Apenas e só porque gosto muito de ti…
quinta-feira, 27 de julho de 2006
"Não pode haver cubanos contentes"
terça-feira, 25 de julho de 2006
Mais uma estrelinha no céu!...
sexta-feira, 21 de julho de 2006
De volta às raízes
Aqui, neste porto seguro, sinto um estranho regresso às origens e à simplicidade da vida, tal como já foi há uns anos atrás. Aliás, todos os pormenores se mantêm iguais a si mesmos e até o jantar a quatro pareceu uma cena retirada de qualquer página da história que juntos temos vindo a escrever ao longo de todos estes anos.
Só a ideia de que esta noite vou dormir na minha eterna cama (que estreita que ela é!) me faz sorrir e recordar tantos e tantos momentos felizes recheados de gargalhadas, conversas cúmplices e histórias mirabolantes tão próprias e privadas de duas amigas tão profundas como sou eu e a minha irmã, com laços que nem o tempo nem mais ninguém consegue quebrar.
Aqui sinto-me igual a mim mesma e em paz. Aqui recupero a serenidade que por vezes parece desvanecer-se face a alguns espinhos que a vida vai revelando.
Aqui dou por mim a sentir saudades do tempo em que me dedicava mais a estas paragens. Do tempo em que tinha pc em casa (isto de sempre ter trabalhado com um portátil e ter ficado sem este "mimo"...) e do bem que me faz escrever e descobrir-me a mim mesma através das palavras que me saem directamente da alma.
Aqui me descontraio a escrever estas palavras ao som da doce voz da Corinne Bailey Rae...
Aqui recarrego baterias para a loucura que vai ser este fim de semana (2 casamentos e um pic-nic, com direito a soprar velas), com a certeza de que segunda-feira tenho de voltar a reencontrar a objectividade e a concentração necessárias para enfrentar mais uma semana de trabalho...
...
Ontem fui arrebatada com uma espécie de regresso ao passado, transportada por um estado de alma navegante através dos sons imortais de Mozart, com o seu poderoso Requiem. O poder da música, a força das vozes e o impacto que tiveram em mim foi estonteante de tal forma que, por instantes cuja duração não consigo quantificar, o mundo em meu redor desvaneceu-se e a alma e os sons dominaram e absorveram toda a restante realidade mundana…
...foi a primeira vez que voltei a apreciar música clássica interpretada por um coral. E fiz as pazes com esta estranha forma de música e comigo mesma.
Ali, no escuro do chão da minha sala, com as janelas abertas e as cortinas a balançarem com a fresca e leve brisa que se fazia sentir…
sexta-feira, 14 de julho de 2006
Acqua
terça-feira, 11 de julho de 2006
Lá em baixo
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite até ser já quase dia
é tarde, Maria...
...toda a gente passou horas em que andou desencontrada...
...como à espera do comboio na paragem do autocarro..."
Retrovisor
Sérgio Godinho. Aqui fica a referência...
quarta-feira, 5 de julho de 2006
Back to home... work, problems and world cup!
segunda-feira, 26 de junho de 2006
Voltaram. Devagar, sorrateiramente e em versao light
Valha-me a experiencia de mais de 20 anos de convivio proximo para saber como lidar com elas da melhor forma para nao ter as ferias estragadas.
Viva o sol, a floresta tropical e este mar maravilhoso...
...ja tinha dito que estou na costa do Pacifico?...
Back... but for something different!
Hoje para dar os parabens a um graaaande amigo que me acompanha desde os primeiros tempos de faculdade (longas horas de conversa acompanhados de pasta, o WinRest e o seu famoso porshe) ate aos dias de hoje.
Falo do Paulo que, depois de muita dedicacao e de muitas "teses de doutoramento" (palavras dele ao descrever o trabalho desenvolvido por ele para este fim) conseguiu esta coisa maravilhosa!
Parabens!!!!
Ah, e ao Pedro e ao Paulo e restantes amigos que entre uns toques de bola e muita genialidade robotica conseguiram o titulo mundial!...
terça-feira, 20 de junho de 2006
Eu sabia que tinha de haver pelo menos uma!...
Parece que os eucaliptos afinal teem uma utilidade: plantados perto de plantacoes de cafe sao beneficos ao controlo de parasitas: eles acabam por ser atraidos pelos eucaliptos e poupam as plantas do cafe...
Afinal existe uma razao util para a sua existencia...
Live from Costa Rica
(desculpem os erros, mas este teclado e estranhissimo)
Cheguei ontem e entre uma inacreditavelmente longa viagem de aviao e o jet-lag, foi uma experiencia para esquecer.
Mas isto e realmente bonito. Desde que ca estou (umas singelas 24 horas e qq coisita) ja andei na estrada trans-americana, ja vi um vulcao e estou num hotel deslumbrante no meio da floresta tropical: Hotel Tabacon
Tenho que vos dizer: tomar umas banhocas em aguas termais no meio de uma vegetacao luxiriante e com tantas fl;ores exoticas e do melhor...
Pena que estejam tantos norte-americanos nas redondezas... eles conseguem falar mais e fazer mais barulho que os Espanhois...
quinta-feira, 15 de junho de 2006
Costa Rica, here I go...
Vão ser 2 semanas inteirinhas do outro lado do mundo, sem telefones, telemóveis, chefes e colaboradores, clientes chatos e - principalmente - sem roaming!... Sim, porque assim tenho a certeza que ninguém cai em tentação...
Ainda estou meio em transe com o lufa-lufa dos últimos dias (ainda gostava de perceber porque é que quando vamos de férias trabalhamos o triplo antes de ir e temos muito mais à nossa espera quando chegamos...) e com a perspectiva de que o meu regresso vai ser brindado com uma aventura em particular (vou abraçar uma responsabilidade nova que me assusta um bocadinho...).
Junho vai terminar a 48ºW e Julho é sempre aquele mês especial...
Até ao meu regresso
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Férias, esse assunto que me é tão querido…
Já tardava, devem estar a pensar aqueles raros, teimosos e fiéis seguidores deste blog desde o seu princípio… Tanto tempo sem falar em férias nem parece normal em mim.
Pois cá estou eu de novo a divagar com essa coisa tão maravilhosa que são a férias e a sonhar com destinos bem distantes. Desta vez estava apostada em ir até à Costa Rica…
Um destes dias escrevi o seguinte:
"A Costa Rica é o país do mundo com maior número de parques naturais protegidos. Tem Caraíbas de um lado e Pacífico do outro. Tem floresta tropical com características similares à Amazónia (e quase tantas espécies diferentes de bicharada) e um vulcão activo (segundo contam, à noite vê-se a lava incandescente). Em determinada época do ano (adivinhem lá qual) há, na costa das Caraíbas, a desova das tartarugas. Além disso é dos países com maior variedade e quantidade de orquídeas do mundo.
...e há uma elevada aposta no turismo desportivo/radical."
Apetece mesmo, não apetece?
O problema é que a Costa Rica fica do outro lado do mundo. São 14 horas dentro de um avião e muito dinheiro pelo meio.
Ontem estive na agência de viagens e desmotivei por completo. A teoria de querer aproveitar tudo ao máximo (já que vou até tão longe) tem reflexos estupidamente elevados no preço a pagar. Agora estou dividida: vou até lá e esqueço o amor à carteira (afinal se não é para usufruir das coisas boas da vida que se trabalha tanto…) ou desisto e vou para qualquer outro destino – e há tantos…
O problema é que já ando a pensar na Costa Rica há 2 anos…
quinta-feira, 18 de maio de 2006
Dia diferente
Profissionalmente representou algo que provocou um exercício de introspecção que já não fazia há algum tempo. Mais uma vez concluo que sou efectivamente diferente de tantos que julgava iguais, por mais semelhanças que aparentemente existam.
A empresa onde trabalho está em pleno momento de revolução de estratégias com consequentes reajustes nos recursos humanos. Por isso mesmo hoje foi promovido um encontro de quadros onde foram explicadas muitas coisas e se desenharam os cenários que se prevêem para o futuro.
Na verdade não fiquei a saber nada de novo. Não que não existam novidades, mas algumas delas já tinha concluído através de uma análise do estado actual das coisas, com alguma ajuda do que tenho ouvido aqui e ali… mas a serenidade que obtive por ver confirmadas as minhas conclusões (sinal de que ainda encontro alguma lógica no que me rodeia) não foi de todo um sentimento partilhado. E aqui é que encontro a diferença…
Mas hoje foi diferente por mais um motivo. Hoje soube que alguém de que gosto muito vai abraçar um novo projecto profissional.
Tenho de confessar que a minha reacção foi muito pior do que seria expectável. Foi como se um angustiante sentimento de perda se apoderasse do meu estado de espírito… Trata-se de alguém que tem progressivamente marcado presença no meu dia-a-dia e que tem contribuído (e de que maneira) para tornar mais agradável o meu trabalho, a empresa e o ambiente que a envolve. Alguém que me tem feito ver, quando tudo parece mais cinzento, os aspectos mais positivos da minha situação profissional e tem sido um apoio e companhia de que não me vai ser fácil abdicar.
Mas tudo isto é egoísta.
Por ser efectivamente alguém especial a quem reconheço qualidades suficientes para considerar um modelo a seguir, só lhe posso desejar toda a felicidade do mundo, que genuinamente acho que merece.
E estranhamento sinto-me invadida por um sentimento de nostalgia, por reconhecer os sintomas que me foram descritos pelo meu amigo JSP, em Dezembro de 2004, quando lhe disse que ia sair da empresa onde estava na altura.
…e não consigo deixar de me lembrar que ele acabou por sair de lá logo após…
Hoje foi realmente um dia especial. E não consigo deixar de pensar em tudo isto enquanto estou dentro de um carro a fazer a viagem de regresso ao Porto, envolta em conversas tontas com graçolas de circunstância e um céu estrelado deslumbrante, com Cassiopeia e Orion a espreitarem sob o meu ombro enquanto rascunho estas palavras…