Ontem dei por mim, sentada na minha varanda a sentir o ar quente da noite de verão (a que já nos desabituámos) e a pensar em coisas tão díspares que já nem me consigo recordar. Foi uma pausa deliciosa na correria dos últimos dias e que me soube divinamente.
Uma coisa que gosto de fazer é olhar para o céu à noite. Gosto do contraste entre o escuro do céu e o brilho das estrelas. Gosto de aprender coisas sobre constelações e tentar memorizar os nomes de algumas (tarefa inglória, mas saborosa).
Ontem via-se claramente Vénus. O planeta que brilha mais que as outras estrelas.
Claro que só mesmo algo muito cintilante seria perceptível da varanda de um apartamento de uma cidade tão iluminada…
Dizem que elas são Vénus e eles Marte.
Sendo que Marte só se vê em algumas semanas e que Vénus brilha durante quase todo o ano e como eles se revezam na sua interminável vigia sobre o nosso planeta, será que se pode imaginar que essa vigia é uma espécie de protecção (como se de um anjo da guarda se tratasse)? E poderá isso ser interpretado como uma tarefa mais maternal, já que Vénus está mais presente?
Já li muitos livros sobre mitologia anglo-saxónica em que há muitas referências à sociedade matriarcal e o culto à Deusa. Talvez eles pensassem assim.
Não sei.
Sei apenas que gosto de olhar para cima e sentir o conforto de ver constante no seu “poleiro” aquele brilho mais forte que os outros. E se Vénus representa a mulher e a sua feminilidade, isso agrada-me mais ainda…
---------
Vou de férias durante uns dias. Tenciono ler alguns livros em atraso, ver as estrelas e pensar um bocadinho num certo desafio.
Ah… e doooooormir…
quinta-feira, 23 de setembro de 2004
terça-feira, 21 de setembro de 2004
...ainda as férias
Ouvi por aqui uns comentários sobre a possibilidade de - dependendo da assiduidade - termos 25 dias úteis de férias em vez dos actuais 22.
Ai, ai... vai saber tããããããããããoooooooo bem!
Ai, ai... vai saber tããããããããããoooooooo bem!
Bingo!...
Bolas, isso é que foi unanimidade!...
Férias. É mesmo isso...
...na próxima semana e até à quarta 6 de Outubro, lá vou eu desaparecer mais uns diazitos.
Neste momento estou a levar a maior tanga da minha vida. Os meus dois companheiros de gabinete passaram a tarde de ontem a massacrar-me com esta história das férias.
Verdade seja dita, até eu já fico embaraçada.
Balanço feito, temos: 1 semana no Gerês na Páscoa, 2 semanas para ir a Cuba em Junho, 1 semana em Florença em Agosto e agora mais semana e meia... o pessoal está a passar-se e eu a adorar.
Ah! E ainda sou capaz de fazer uma pontezita em Dezembro, nos feriados que vai haver em duas quartas...
Estou a ser mesmo irritante, não estou???
Férias. É mesmo isso...
...na próxima semana e até à quarta 6 de Outubro, lá vou eu desaparecer mais uns diazitos.
Neste momento estou a levar a maior tanga da minha vida. Os meus dois companheiros de gabinete passaram a tarde de ontem a massacrar-me com esta história das férias.
Verdade seja dita, até eu já fico embaraçada.
Balanço feito, temos: 1 semana no Gerês na Páscoa, 2 semanas para ir a Cuba em Junho, 1 semana em Florença em Agosto e agora mais semana e meia... o pessoal está a passar-se e eu a adorar.
Ah! E ainda sou capaz de fazer uma pontezita em Dezembro, nos feriados que vai haver em duas quartas...
Estou a ser mesmo irritante, não estou???
segunda-feira, 20 de setembro de 2004
Socorro...
...que eu estou cheia de trabaaaaaaaalhooooooooo....
Muito rapidamente, um pequeno desafio para os mais assíduos:
Qual é o assunto que quando eu falo normalmente costumo irritar toda a gente pela sua frequência e de que eu já não falo há algum tempo?...
Vá... não é assim tão dificil...
Ah! E tem prémio: um doce à escolha!
Muito rapidamente, um pequeno desafio para os mais assíduos:
Qual é o assunto que quando eu falo normalmente costumo irritar toda a gente pela sua frequência e de que eu já não falo há algum tempo?...
Vá... não é assim tão dificil...
Ah! E tem prémio: um doce à escolha!
quinta-feira, 16 de setembro de 2004
The Faca thing...
E agora algo totalmente parvo...
Ontem senti gerar-se algum interesse em redor da faca que fui comprar. Bem, chamar faca é ser-se pouco preciso: trata-se de um facalhão, daqueles bem grandes (na parte mais larga da lâmina deve ter cerca de 5cm de largura) e compridos (quase a perder de vista....
Tenho a dizer-vos que já a usei. Como? Isso vou deixar entregue à vossa imaginação mais sangrenta...
...mas entretanto lembrei-me de uma outra história que ouvi em tempos.
Uma senhora com alguma idade (conhecida de amigos meus) tem uma filha emigrante nos states e numa dada altura foi lá visitá-la. A filha tem (ou trabalha) um restaurante e a mãe aproveitou a sua estadia para lhe dar uma ajuda. Acontece que a tal senhora não sabe falar inglês e pediu à filha para lhe dar umas dicas. Quando regressou, vinha toda satisfeita por ter estado com a sua filhota e por ter aprendido umas coisas de inglês...
...que usou muito bem, ao divulgar junto dos meus amigos, a meio de uma conversa...
"Xiu, menino x, não diga isso. Olhe que a minha filha explicou-me que não se deve dizer isso, porque "faca" é um palavrão em inglês..."
Eu confesso que só tive reacção uns segundinhos depois...
Ontem senti gerar-se algum interesse em redor da faca que fui comprar. Bem, chamar faca é ser-se pouco preciso: trata-se de um facalhão, daqueles bem grandes (na parte mais larga da lâmina deve ter cerca de 5cm de largura) e compridos (quase a perder de vista....
Tenho a dizer-vos que já a usei. Como? Isso vou deixar entregue à vossa imaginação mais sangrenta...
...mas entretanto lembrei-me de uma outra história que ouvi em tempos.
Uma senhora com alguma idade (conhecida de amigos meus) tem uma filha emigrante nos states e numa dada altura foi lá visitá-la. A filha tem (ou trabalha) um restaurante e a mãe aproveitou a sua estadia para lhe dar uma ajuda. Acontece que a tal senhora não sabe falar inglês e pediu à filha para lhe dar umas dicas. Quando regressou, vinha toda satisfeita por ter estado com a sua filhota e por ter aprendido umas coisas de inglês...
...que usou muito bem, ao divulgar junto dos meus amigos, a meio de uma conversa...
"Xiu, menino x, não diga isso. Olhe que a minha filha explicou-me que não se deve dizer isso, porque "faca" é um palavrão em inglês..."
Eu confesso que só tive reacção uns segundinhos depois...
quarta-feira, 15 de setembro de 2004
Boa para eles!
Já aqui escrevi sobre a mina fobia a hipermercados. Aliás, hipermercados, espaços fechados, cheios de gente e tudo o que esteja dentro desta filosofia.
Hoje fui ao Jumbo comprar maçãs e iogurtes para poder petiscar no escritório. Quando cheguei à minha vez na caixa, lá veio a perguntinha tradicional: "Tem cartão Jumbo?". Lá respondi que não pela milionésima vez (estou a ponderar seriamente em arranjar um crachá bem explícito em como não tenho, nem quero vir a ter, sob condições nenhumas, nem cartões de hipermercados nem cartões de crédito) e no fim (que eu já lhes topei o truque) estava com todas as armas preparadas para o comercial que normalmente é avisado de que um cliente está na caixa x e que vai pagar sem ser proprietário do dito cartão, quando...
...fui surpreendida: o tal comercial não veio.
Mistéééério, pensei eu. Mas, uns segundinhos depois, foi desvendado: mudaram de tática! Agora, as meninas das caixas têm uns cartõezinhos que preenchem com o seu nome e nº de caixa e que dão aos clientes não possuidores do cartão Jumbo. Consiste numa recomendação de aquisição do tal cartão, com uma oferta lá descrita e que poupam a existência do tal comercial (que eu tanto adoro...).
Boa para eles! Sabem porquê? É que a menina da caixa não tem tanto paleio nem tanta lata. Além de ter a pressão dos clientes seguintes para serem atendidos e que não estão para ficar muito tempo à espera... conclusão: eu sou muuuuuito menos assediada e a minha paciência não é massacrada até ao limite!
...sim, é mesmo verdade: eu passo-me completamente quando tenho de ir às compras...
...é mais forte do que eu...
Hoje fui ao Jumbo comprar maçãs e iogurtes para poder petiscar no escritório. Quando cheguei à minha vez na caixa, lá veio a perguntinha tradicional: "Tem cartão Jumbo?". Lá respondi que não pela milionésima vez (estou a ponderar seriamente em arranjar um crachá bem explícito em como não tenho, nem quero vir a ter, sob condições nenhumas, nem cartões de hipermercados nem cartões de crédito) e no fim (que eu já lhes topei o truque) estava com todas as armas preparadas para o comercial que normalmente é avisado de que um cliente está na caixa x e que vai pagar sem ser proprietário do dito cartão, quando...
...fui surpreendida: o tal comercial não veio.
Mistéééério, pensei eu. Mas, uns segundinhos depois, foi desvendado: mudaram de tática! Agora, as meninas das caixas têm uns cartõezinhos que preenchem com o seu nome e nº de caixa e que dão aos clientes não possuidores do cartão Jumbo. Consiste numa recomendação de aquisição do tal cartão, com uma oferta lá descrita e que poupam a existência do tal comercial (que eu tanto adoro...).
Boa para eles! Sabem porquê? É que a menina da caixa não tem tanto paleio nem tanta lata. Além de ter a pressão dos clientes seguintes para serem atendidos e que não estão para ficar muito tempo à espera... conclusão: eu sou muuuuuito menos assediada e a minha paciência não é massacrada até ao limite!
...sim, é mesmo verdade: eu passo-me completamente quando tenho de ir às compras...
...é mais forte do que eu...
segunda-feira, 13 de setembro de 2004
Que época tão estranha.
Ando com um constante sentimento de insatisfação e não consigo definir o que me falta ou que me poderia satisfazer. Sinto uma grande saciedade de coisas novas, aliciantes e motivadoras e parece que nada o é nem encontro nada que possa vir a ser.
Será por ser segunda-feira de manhã (a desculpa na ponta da lingua para quem não quer dar satisfações)? Será por estar ressacada de um fim de semana emocionalmente esgotante? Quiçá...
...na verdade, o que eu sinto é que preciso de uma lufada de ar fresco. Não tenho propriamente problemas, mas estou saturada de algumas coisas em mim e no meu dia-a-dia...
Dúvidas existênciais de uma teenager que já não sou...
(não liguem... o que eu estou a precisar realmente é de soltar umas boas gargalhadas...)
Ando com um constante sentimento de insatisfação e não consigo definir o que me falta ou que me poderia satisfazer. Sinto uma grande saciedade de coisas novas, aliciantes e motivadoras e parece que nada o é nem encontro nada que possa vir a ser.
Será por ser segunda-feira de manhã (a desculpa na ponta da lingua para quem não quer dar satisfações)? Será por estar ressacada de um fim de semana emocionalmente esgotante? Quiçá...
...na verdade, o que eu sinto é que preciso de uma lufada de ar fresco. Não tenho propriamente problemas, mas estou saturada de algumas coisas em mim e no meu dia-a-dia...
Dúvidas existênciais de uma teenager que já não sou...
(não liguem... o que eu estou a precisar realmente é de soltar umas boas gargalhadas...)
quinta-feira, 9 de setembro de 2004
"O Grito da Alma"
Hoje resolvi publicar o conteúdo de um mail que recebi da minha amiga Catarina, sobre uma questão local, passada em Terras do Verde Pino.
Trata-se de um retrato típico (ao género do "Portugal no seu melhor") e que me parece tão caricato que não resisti a publicitá-lo. Resta-me esclarecer que Isabel Damasceno é a presidente da Câmara Municipal de Leiria e Victor Lourenço um vereador da mesma (o nº 2 da autarquia).
--------------------
"Foi lançado com o apoio da CM Leiria, se não me falha a memória em Agosto, o livro "O Grito da Alma" de António Anjos Fernandes, ao bom gosto da poesia de escárnio e maldizer. Entre eles um poema a Isabel Damasceno e Victor Lourenço. Parece que os ilustres não gostaram da crítica e agora resolveram retirar o apoio à edição.
Portugal no seu melhor.
Bjs e abraços
Catarina"
--------------------
Artigo da edição do Diário de Leiria de 8 de Setembro:
Poeta "Marginal" arma confusão na reunião de Câmara
Câmara retirou apoio a livro de poemas, com insulto a vereador e à presidente.
Autor protesta
O autor de um livro de poemas "O Grito da Alma", António Anjos Fernandes, acusou anteontem, na reunião da Câmara Municipal de Leiria, o vereador responsável pela pasta da Cultura, Vítor Lourenço, de ser mentiroso.
Em causa estava um apoio prometido pela câmara à edição do livro, mas que foi cancelado já depois da publicação da obra onde o autor visava a presidente da autarquia e em particular o vereador da Cultura, a quem apelidava de «asno» e «incultivável».
Segundo António Anjos Fernandes não havia razão para a atitude da Câmara, que prometera a aquisição de 100 exemplares, uma vez que tivera acesso ao manuscrito antes da edição, o que Vítor Lourenço negou, alegando que nunca tinha sido confrontado com os versos em que era visado.
«Tenho legitimidade para protestar», disse António Anjos Fernandes, considerando que Vítor Lourenço teve acesso ao texto, e que esta atitude revela «ignorância», mas «até está a projectar o livro».
Além de chamar mentiroso a Vítor Lourenço, o autor considerou ainda ter-se tratado de uma decisão «hipócrita», dado que a carta em que a câmara comunicava a retirada do apoio não lhe fora dirigida, mas sim à editora Minerva.
Em resposta, Vítor Lourenço disse que, «apesar de dar liberdade a todos os poetas», não assinaria uma requisição de livros em que seja maltratado.
Na sessão os ânimos exaltaram-se, chegando ao ponto de a presidente da autarquia, Isabel Damasceno, ter de avisar o queixoso de que teria de abandonar a sessão caso não moderasse a linguagem.
«Estou com 30 anos de fascismo na minha terra», foi uma das acusações de António Anjos Fernandes, que assina o livro com o pseudónimo de "Marginal".
Depois de "O Grito da Alma" o autor promete voltar à carga com mais um livro, para o qual o tema é "O espectro (camarário) da alma".
--------------------
Nota: Tenho os poemas, mas para encurtar este longo post, resolvi retirá-los. Quem os quiser ler, veja aqui.
Trata-se de um retrato típico (ao género do "Portugal no seu melhor") e que me parece tão caricato que não resisti a publicitá-lo. Resta-me esclarecer que Isabel Damasceno é a presidente da Câmara Municipal de Leiria e Victor Lourenço um vereador da mesma (o nº 2 da autarquia).
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"Foi lançado com o apoio da CM Leiria, se não me falha a memória em Agosto, o livro "O Grito da Alma" de António Anjos Fernandes, ao bom gosto da poesia de escárnio e maldizer. Entre eles um poema a Isabel Damasceno e Victor Lourenço. Parece que os ilustres não gostaram da crítica e agora resolveram retirar o apoio à edição.
Portugal no seu melhor.
Bjs e abraços
Catarina"
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Artigo da edição do Diário de Leiria de 8 de Setembro:
Poeta "Marginal" arma confusão na reunião de Câmara
Câmara retirou apoio a livro de poemas, com insulto a vereador e à presidente.
Autor protesta
O autor de um livro de poemas "O Grito da Alma", António Anjos Fernandes, acusou anteontem, na reunião da Câmara Municipal de Leiria, o vereador responsável pela pasta da Cultura, Vítor Lourenço, de ser mentiroso.
Em causa estava um apoio prometido pela câmara à edição do livro, mas que foi cancelado já depois da publicação da obra onde o autor visava a presidente da autarquia e em particular o vereador da Cultura, a quem apelidava de «asno» e «incultivável».
Segundo António Anjos Fernandes não havia razão para a atitude da Câmara, que prometera a aquisição de 100 exemplares, uma vez que tivera acesso ao manuscrito antes da edição, o que Vítor Lourenço negou, alegando que nunca tinha sido confrontado com os versos em que era visado.
«Tenho legitimidade para protestar», disse António Anjos Fernandes, considerando que Vítor Lourenço teve acesso ao texto, e que esta atitude revela «ignorância», mas «até está a projectar o livro».
Além de chamar mentiroso a Vítor Lourenço, o autor considerou ainda ter-se tratado de uma decisão «hipócrita», dado que a carta em que a câmara comunicava a retirada do apoio não lhe fora dirigida, mas sim à editora Minerva.
Em resposta, Vítor Lourenço disse que, «apesar de dar liberdade a todos os poetas», não assinaria uma requisição de livros em que seja maltratado.
Na sessão os ânimos exaltaram-se, chegando ao ponto de a presidente da autarquia, Isabel Damasceno, ter de avisar o queixoso de que teria de abandonar a sessão caso não moderasse a linguagem.
«Estou com 30 anos de fascismo na minha terra», foi uma das acusações de António Anjos Fernandes, que assina o livro com o pseudónimo de "Marginal".
Depois de "O Grito da Alma" o autor promete voltar à carga com mais um livro, para o qual o tema é "O espectro (camarário) da alma".
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Nota: Tenho os poemas, mas para encurtar este longo post, resolvi retirá-los. Quem os quiser ler, veja aqui.
terça-feira, 7 de setembro de 2004
À procura...
Desde que soube que o Programa da Manhã não voltava à Best Rock, que tenho andado à procura de uma nova estação para sintonizar o meu despertador, o rádio do carro e o rádio do pc, onde exista um programa engraçado e que me anime as manhãs.
Tem sido uma busca inglória. Nada é comparável ao programa que me habituei a ouvir ainda na Comercial e os meus padrões de qualidade e exigência tornaram-se tão elevados que nada me soa bem, nem nenhum programa me agrada.
Hoje esperimentei o novo programa do RCP. Ouvir o Pedro Ribeiro foi um bálsamo, mas as músicas são realmente dificeis de digerir. No entanto esforcei-me e dei um voto de confiança.
A rubrica das Músicas para Sonhar está lá (hoje ouviu-se o Zé Gato), mas com uma sonoridade diferente e há um concurso que oferece 250Eur para ajudar em despesas escolares (e que tanto jeito deve fazer) dos filhos dos participantes. Enfim, uma oportunidade para matar saudades da voz do PRibeiro, mas apenas isso...
Pena. Ando perdida a deambular por uma série de estações de rádio e nenhuma me agrada. Falta a graça do Nuno e as gargalhadas da Maria. Que davam cor e alegria...
Mas sabem o que me custou mais? Foi ouvir o Pedro a publicitar os patrocinadores das rubricas. Qualquer coisa do tipo "Esta rubrica é oferecida por "Meno*****". A alternativa natural para a menopausa..."
Está tudo dito...
Tem sido uma busca inglória. Nada é comparável ao programa que me habituei a ouvir ainda na Comercial e os meus padrões de qualidade e exigência tornaram-se tão elevados que nada me soa bem, nem nenhum programa me agrada.
Hoje esperimentei o novo programa do RCP. Ouvir o Pedro Ribeiro foi um bálsamo, mas as músicas são realmente dificeis de digerir. No entanto esforcei-me e dei um voto de confiança.
A rubrica das Músicas para Sonhar está lá (hoje ouviu-se o Zé Gato), mas com uma sonoridade diferente e há um concurso que oferece 250Eur para ajudar em despesas escolares (e que tanto jeito deve fazer) dos filhos dos participantes. Enfim, uma oportunidade para matar saudades da voz do PRibeiro, mas apenas isso...
Pena. Ando perdida a deambular por uma série de estações de rádio e nenhuma me agrada. Falta a graça do Nuno e as gargalhadas da Maria. Que davam cor e alegria...
Mas sabem o que me custou mais? Foi ouvir o Pedro a publicitar os patrocinadores das rubricas. Qualquer coisa do tipo "Esta rubrica é oferecida por "Meno*****". A alternativa natural para a menopausa..."
Está tudo dito...
quarta-feira, 1 de setembro de 2004
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Se ontem ainda era Agosto (quente e tórrido nas minhas memórias, mas apenas aí), hoje já é Setembro. O que mudou? As pessoas que foram de férias e as que regressaram. Mudam-se as pessoas e o ambiente alterou-se logo de forma radical: voltaram bem-dispostas, a contar as peripécias das férias e com cores rosadas e saudáveis de quem passou uns dias ao ar livre.
Com o encerrar do mês de Agosto parece que se sente um despertar colectivo, característico desta época do ano: voltam as pessoas, o trânsito e desaparecem os lugares de estacionamento.
Voltam também os políticos e as polémicas. Preparam-se estratégias, escândalos e orçamentos de estado.
Regressam as polémicas com as colocações dos professores, as reclamações sobre os preços proibitivos do material escolar e a reentreé escolar.
Aos poucos vai-se sentindo o tal despertar progressivo, causado por pessoas com energias renovadas e que dão a sensação de que afinal é possível que mude qualquer coisa.
...todos os anos o mesmo: a pura ilusão de mudança. E todos os anos acabamos por voltar ao mesmo…
Com o encerrar do mês de Agosto parece que se sente um despertar colectivo, característico desta época do ano: voltam as pessoas, o trânsito e desaparecem os lugares de estacionamento.
Voltam também os políticos e as polémicas. Preparam-se estratégias, escândalos e orçamentos de estado.
Regressam as polémicas com as colocações dos professores, as reclamações sobre os preços proibitivos do material escolar e a reentreé escolar.
Aos poucos vai-se sentindo o tal despertar progressivo, causado por pessoas com energias renovadas e que dão a sensação de que afinal é possível que mude qualquer coisa.
...todos os anos o mesmo: a pura ilusão de mudança. E todos os anos acabamos por voltar ao mesmo…
terça-feira, 31 de agosto de 2004
Tic-tac, tic-tac...
...o que a Mrs Leigh não sabia é que afinal o dia de amanhã pode ser muito choco.
As horas arrastam-se sem fim e eu perdida no tic-tac de cada segundo que passa.
Sabem o que tem realmente graça? É que não me apetece sair deste marasmo.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac...
Se o tempo vale ouro e a nossa vida tem duração limitada (pelo que se deve aproveitar bem cada instante), porque é que sabe bem desperdiçar tempo? Por outro lado se temos prazer em desperdiçá-lo, porque é que não o devemos fazer?
Olhem, estou demasiado lenta para coordenar ideias. Aliás, demasiado lenta para perguntas filosóficas de trazer por casa e sem interesse nenhum. Como este passar do tempo. Desperdiçado num marasmo de que não me apetece sair.
As horas arrastam-se sem fim e eu perdida no tic-tac de cada segundo que passa.
Sabem o que tem realmente graça? É que não me apetece sair deste marasmo.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac...
Se o tempo vale ouro e a nossa vida tem duração limitada (pelo que se deve aproveitar bem cada instante), porque é que sabe bem desperdiçar tempo? Por outro lado se temos prazer em desperdiçá-lo, porque é que não o devemos fazer?
Olhem, estou demasiado lenta para coordenar ideias. Aliás, demasiado lenta para perguntas filosóficas de trazer por casa e sem interesse nenhum. Como este passar do tempo. Desperdiçado num marasmo de que não me apetece sair.
segunda-feira, 30 de agosto de 2004
Tenho andado a pensar nisto.
Gosto de brincar. Muito. Gosto de palhaçadas discretas que arrancam gargalhadas sonoras e sentidas, assim como de demonstrações de afecto e carinho. Claro está que tudo isto numa perspectiva bem discreta e familiar.
Gosto de mimar as pessoas que me rodeiam: os meus pais, a minha “acima-de-tudo” irmã, os meus amigos e quem vai mais além de uma simples amizade. Seja com um carinho, com uma lembrança, com umas palavras mais simpáticas ou com uma atenção especial.
Mas não sou fã de lamechices. Fazem-me alguma comichão no cérebro e soam-me a falso. Mas… onde e como definir a fronteira entre o que é lamechas e o que é carinhoso? (Eu cá tenho os meus critérios, mas são de tal forma subjectivos que nem me atrevo a defini-los.)
Tenho andado a pensar nisto.
Tenho andado a pensar no quanto é triste ser-se escravo de convenções e perder esta parte saborosa da vida. De ouvir e dizer um mimo, fazer ou receber um carinho, negado por uma qualquer teoria de que “isso é lamechas”. E porque é que eu tenho pensado nisto? Porque já fui levada a pensar assim. E se nessa altura isso me parecia lógico, agora parece-me uma estupidez. E uma tristeza. Um desperdício. Sim, porque se desperdiça o prazer de dar e receber, além de se anularem à partida momentos bons da vida (da nossa e de quem nos rodeia).
E dou por mim a lamentar só agora pensar nisto. Se o tivesse feito à mais tempo talvez, mas talvez tivesse tido a oportunidade de proporcionar mais momentos bons aos que me rodeiam.
Acho que afinal este post saiu lamechas. Hehehe… difícil esta coisa de querer exprimir uma ideia e ter dificuldades em encontrar a melhor maneira de a expor. Por alguma coisa fui para engenharia… paciência. Como dizia a Mrs Leigh, “Amanhã será outro dia!” ;-)
Gosto de mimar as pessoas que me rodeiam: os meus pais, a minha “acima-de-tudo” irmã, os meus amigos e quem vai mais além de uma simples amizade. Seja com um carinho, com uma lembrança, com umas palavras mais simpáticas ou com uma atenção especial.
Mas não sou fã de lamechices. Fazem-me alguma comichão no cérebro e soam-me a falso. Mas… onde e como definir a fronteira entre o que é lamechas e o que é carinhoso? (Eu cá tenho os meus critérios, mas são de tal forma subjectivos que nem me atrevo a defini-los.)
Tenho andado a pensar nisto.
Tenho andado a pensar no quanto é triste ser-se escravo de convenções e perder esta parte saborosa da vida. De ouvir e dizer um mimo, fazer ou receber um carinho, negado por uma qualquer teoria de que “isso é lamechas”. E porque é que eu tenho pensado nisto? Porque já fui levada a pensar assim. E se nessa altura isso me parecia lógico, agora parece-me uma estupidez. E uma tristeza. Um desperdício. Sim, porque se desperdiça o prazer de dar e receber, além de se anularem à partida momentos bons da vida (da nossa e de quem nos rodeia).
E dou por mim a lamentar só agora pensar nisto. Se o tivesse feito à mais tempo talvez, mas talvez tivesse tido a oportunidade de proporcionar mais momentos bons aos que me rodeiam.
Acho que afinal este post saiu lamechas. Hehehe… difícil esta coisa de querer exprimir uma ideia e ter dificuldades em encontrar a melhor maneira de a expor. Por alguma coisa fui para engenharia… paciência. Como dizia a Mrs Leigh, “Amanhã será outro dia!” ;-)
quinta-feira, 26 de agosto de 2004
Acabou-se
Sou fã do Programa da Manhã da Best Rock, com o Pedro Ribeiro, a Maria de Vasconcelos e o Nuno Markl.
Ou melhor, era. Soube hoje, pelos comunicados deixados no blog deles, que já não voltam de férias e o projecto acabou.
Pena... acreditava sinceramente que era o melhor programa daquele horário. Acordava com eles e coordenava os meus hábitos matinais com os horários de algumas das suas rubricas.
Aqui fica a minha pequena homenagem e o meu muito obrigada pelo prazer que me proporcionaram...
Ou melhor, era. Soube hoje, pelos comunicados deixados no blog deles, que já não voltam de férias e o projecto acabou.
Pena... acreditava sinceramente que era o melhor programa daquele horário. Acordava com eles e coordenava os meus hábitos matinais com os horários de algumas das suas rubricas.
Aqui fica a minha pequena homenagem e o meu muito obrigada pelo prazer que me proporcionaram...
quarta-feira, 25 de agosto de 2004
Haja paciência!...
Dizem que as mulheres é que têm dias difíceis.
Fala-de de SPM e da menopausa, como casos particulares e in-extremis de disturbios psicológicos e questões comportamentais...
E os homens? Que desculpa se pode inventar para os homens?
Pfff... digo-vos uma coisa, homens com dias díficeis são... idefiníveis!!!!
(principalmente quando se trata de homens que somos obrigadas a aturar...)
O que vale é que nestas fases cíclicas (não me perguntem como, que eu não se explicar, mas a verdade é que se repetem ciclicamente e - curiosamente - todos os meses) acabam sempre por acontecer situações de tal forma caricatas que arrancam umas boas gargalhadas... (valha-nos o sentido de humor!...)
Fala-de de SPM e da menopausa, como casos particulares e in-extremis de disturbios psicológicos e questões comportamentais...
E os homens? Que desculpa se pode inventar para os homens?
Pfff... digo-vos uma coisa, homens com dias díficeis são... idefiníveis!!!!
(principalmente quando se trata de homens que somos obrigadas a aturar...)
O que vale é que nestas fases cíclicas (não me perguntem como, que eu não se explicar, mas a verdade é que se repetem ciclicamente e - curiosamente - todos os meses) acabam sempre por acontecer situações de tal forma caricatas que arrancam umas boas gargalhadas... (valha-nos o sentido de humor!...)
segunda-feira, 23 de agosto de 2004
É mais forte do que eu...
Tenho fobia a hipermercados. Quer dizer, não sei se se pode classificar de fobia, mas a verdade é que além de não gostar de estar em lugares com muita gente, os hipermercados chegam a causar-me mau estar físico (tonturas, náuseas e bloqueio do cérebro: dizem que eu fico em transe…).
Por tudo isto, evito lá ir. Mas quando a despensa, o frigorífico e a própria arca (que tem sempre qualquer coisa por lá perdida…) ficam vazias, é quase obrigatório. Mesmo assim, nunca ao fim-de-semana…
Pois bem, no sábado lá teve de ser. Mesmo sendo fim-de-semana, teve mesmo de ser.
E foi uma verdadeira tortura… pessoas com os carros das compras espalhados pelos corredores ou a virem contra os meus calcanhares. Famílias inteiras a discutirem em voz alta, se levavam isto ou aquilo ao som de uma qualquer birra dos seus rebentos. Pessoas paradas em grupo, a pensar na morte da bezerra, espalhadas aleatoriamente mas de forma a impedir a passagem de uma criança escanzelada (quanto mais uma pessoa a empurrar um carrinho). Enfim, para mim, uma verdadeira tortura que me foi deixando cada vez mais mal disposta.
No fim, quando atingi a caixa registadora (na apoteose do meu mal-estar acumulado), entre um ou outro grunhido à operadora (sim, que eu vou-me mantendo calada para evitar que os outros levem com tamanha má-disposição em cima) e já muito próximo do alívio que seria vir-me embora daquele lugar maldito, aparece-me à frente um comercial engravatado, com um sorriso na boca, a perguntar-me se eu “não queria subscrever o cartão xpto?”…
Pois. Má ideia. Se eu já só emitia grunhidos, se eu estava com cara de poucos amigos, se eu estava com ar de quem já estava em transe, porque é que aquele senhor se lembrou de vir ter comigo? Logo comigo? De tantas caixas registadoras, com tantos clientes?...
Não gosto de ser mal-educada com ninguém e até costumo nutrir alguma simpatia por estas pessoas, que têm um trabalho de cão para ganhar meia dúzia de tostões no fim do mês… além de aturarem todo o tipo de pessoas… Mas isto em dias normais…
Coitado do senhor. Tenho perfeita noção de que fui muito antipática (quando ele se lembrou de me dizer “olhe que está a perder dinheiro…”, foi a gota de água: “problema meu: sou eu que o ganho, por isso posso perdê-lo da maneira que eu quiser…” – acho… que confesso que nem me lembro bem).
Desculpe-me lá, sim… mas da próxima vez que vir uma pessoa passada, faça um favor a si mesmo e não vá impingir a sua conversa de comercial para cima dela, ok?...
Por tudo isto, evito lá ir. Mas quando a despensa, o frigorífico e a própria arca (que tem sempre qualquer coisa por lá perdida…) ficam vazias, é quase obrigatório. Mesmo assim, nunca ao fim-de-semana…
Pois bem, no sábado lá teve de ser. Mesmo sendo fim-de-semana, teve mesmo de ser.
E foi uma verdadeira tortura… pessoas com os carros das compras espalhados pelos corredores ou a virem contra os meus calcanhares. Famílias inteiras a discutirem em voz alta, se levavam isto ou aquilo ao som de uma qualquer birra dos seus rebentos. Pessoas paradas em grupo, a pensar na morte da bezerra, espalhadas aleatoriamente mas de forma a impedir a passagem de uma criança escanzelada (quanto mais uma pessoa a empurrar um carrinho). Enfim, para mim, uma verdadeira tortura que me foi deixando cada vez mais mal disposta.
No fim, quando atingi a caixa registadora (na apoteose do meu mal-estar acumulado), entre um ou outro grunhido à operadora (sim, que eu vou-me mantendo calada para evitar que os outros levem com tamanha má-disposição em cima) e já muito próximo do alívio que seria vir-me embora daquele lugar maldito, aparece-me à frente um comercial engravatado, com um sorriso na boca, a perguntar-me se eu “não queria subscrever o cartão xpto?”…
Pois. Má ideia. Se eu já só emitia grunhidos, se eu estava com cara de poucos amigos, se eu estava com ar de quem já estava em transe, porque é que aquele senhor se lembrou de vir ter comigo? Logo comigo? De tantas caixas registadoras, com tantos clientes?...
Não gosto de ser mal-educada com ninguém e até costumo nutrir alguma simpatia por estas pessoas, que têm um trabalho de cão para ganhar meia dúzia de tostões no fim do mês… além de aturarem todo o tipo de pessoas… Mas isto em dias normais…
Coitado do senhor. Tenho perfeita noção de que fui muito antipática (quando ele se lembrou de me dizer “olhe que está a perder dinheiro…”, foi a gota de água: “problema meu: sou eu que o ganho, por isso posso perdê-lo da maneira que eu quiser…” – acho… que confesso que nem me lembro bem).
Desculpe-me lá, sim… mas da próxima vez que vir uma pessoa passada, faça um favor a si mesmo e não vá impingir a sua conversa de comercial para cima dela, ok?...
sexta-feira, 20 de agosto de 2004
Agora amuei!
Tinha escrito um post tão giro, tão engraçado, tão filosófico...
...e isto bloqueou e perdi tudo!
Grrrrrr. Amuei! Vou embora!
Volto quando me apetecer fazer as pazes com o Blogger...
...ou, o mais tardar, na segunda...
...e isto bloqueou e perdi tudo!
Grrrrrr. Amuei! Vou embora!
Volto quando me apetecer fazer as pazes com o Blogger...
...ou, o mais tardar, na segunda...
quarta-feira, 18 de agosto de 2004
Fora do mundo
Estou só. Tenho uma música calma (jazz, curiosamente, de uma cantora até então desconhecida para mim) a tocar baixinho e estou embrenhada num grande processo que esteve parado mais do que um ano e que foi necessário retomar agora. Se o meu instinto, ao saber que tinha de o recomeçar/rever/reajustar foi "que chatice...", agora até me está a saber bem. Este processo era meu inicialmente (o que nem sempre acontece) e eu fiquei agradavelmente surpreendida em constatar o quanto estava bem organizado e estruturado. É, estou a massajar o meu ego novamente... qulquer dia arrisco-me a ter um dos blogs mais egocêntricos do mundo, mas paciência.
O mundo está lá fora, algures longe daqui e esta solidão está a saber-me muito bem. Sinto-me em paz comigo mesma e a uma certa distância de todos os males que andam por aí a bater em tantas portas. E como nada me pode assegurar que a minha não seja uma das próximas, tenciono aproveitar este sentimento de tranquilidade ao máximo...
...é tão raro eu estar assim...
O mundo está lá fora, algures longe daqui e esta solidão está a saber-me muito bem. Sinto-me em paz comigo mesma e a uma certa distância de todos os males que andam por aí a bater em tantas portas. E como nada me pode assegurar que a minha não seja uma das próximas, tenciono aproveitar este sentimento de tranquilidade ao máximo...
...é tão raro eu estar assim...
terça-feira, 17 de agosto de 2004
Frase do dia
"Porque um sorriso ou uma graça são a melhor terapia do mundo..."
Minha.
Instintiva e ao sabor dos pensamentos.
E tocou alguém que eu aprecio muito.
Boa! Fiquei orgulhosa do sorriso que arrancaste!
Minha.
Instintiva e ao sabor dos pensamentos.
E tocou alguém que eu aprecio muito.
Boa! Fiquei orgulhosa do sorriso que arrancaste!
Sinto-me atropelada
Pois, se eu estava um bocado relutante em entrar no quotidiano, arranjou-se maneira de se contornar esse pequeno problema: a realidade não só veio ao meu encontro como me atropelou avassaladoramente... (isto é quase dantesco, hehehe...)
Tenho um dente a menos. Passei a noite a engolir sangue e a sentir o incómodo da boca dorida... lá se foi o meu ciso de drácula (até fiquei a olhar... era tão grande!) e agora estou brutalmente dopada para não sentir nada (é cá uma alegria que nem vos conto!!!).
À minha volta está toda a gente com problemas bem sérios. Não sei o que fazer além de esperar que isto não passe de uma fase má em que os cérebros de alguns parecem afectados por uma alucinação geral...
...o tempo está cinzento e as mentes dos que me rodeiam estão em sintonia. O céu chora compulsivamente e eu - que acabei de chegar de um sol mediterrânico radioso - sinto-me deslocada, des-sintonizada e desenquadrada.
Alguém me disse há uns dias que a minha visão positivista da vida era incómoda. Que quem me ouve falar sobre mim e sobre os meus fica com uma visão de vida perfeita e radiosa (cor-de-rosa até) ao ponto de ser irritante.
Somos lusos, não é? Temos o sídroma do Calimero implantado na nossa maneira de ser e assumimos o culto da desgraça. Quando aparece alguém que esconde as desgraças e só fala nas coisas positivas, assume-se que o faz por não as ter.
Não. Se eu não falo das minhas desgraças é por opção. Porque não gosto de me expor a não ser a um grupo muito restrito de pessoas que fizeram muito para merecer tal confiança. E não. Definitivamente não as escondo, nem dou ênfase às coisas boas para irritar niguém. Mas já percebi que o faço. Lamento...
Hoje chove a potes e os medicamentos estão a toldar-me o raciocínio. Se isto não saiu muito coerente, já sabem...
Tenho um dente a menos. Passei a noite a engolir sangue e a sentir o incómodo da boca dorida... lá se foi o meu ciso de drácula (até fiquei a olhar... era tão grande!) e agora estou brutalmente dopada para não sentir nada (é cá uma alegria que nem vos conto!!!).
À minha volta está toda a gente com problemas bem sérios. Não sei o que fazer além de esperar que isto não passe de uma fase má em que os cérebros de alguns parecem afectados por uma alucinação geral...
...o tempo está cinzento e as mentes dos que me rodeiam estão em sintonia. O céu chora compulsivamente e eu - que acabei de chegar de um sol mediterrânico radioso - sinto-me deslocada, des-sintonizada e desenquadrada.
Alguém me disse há uns dias que a minha visão positivista da vida era incómoda. Que quem me ouve falar sobre mim e sobre os meus fica com uma visão de vida perfeita e radiosa (cor-de-rosa até) ao ponto de ser irritante.
Somos lusos, não é? Temos o sídroma do Calimero implantado na nossa maneira de ser e assumimos o culto da desgraça. Quando aparece alguém que esconde as desgraças e só fala nas coisas positivas, assume-se que o faz por não as ter.
Não. Se eu não falo das minhas desgraças é por opção. Porque não gosto de me expor a não ser a um grupo muito restrito de pessoas que fizeram muito para merecer tal confiança. E não. Definitivamente não as escondo, nem dou ênfase às coisas boas para irritar niguém. Mas já percebi que o faço. Lamento...
Hoje chove a potes e os medicamentos estão a toldar-me o raciocínio. Se isto não saiu muito coerente, já sabem...
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