sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Mais devaneios

"Acho que estou a ficar carente", sussuro enquanto vou saboreando, colher a colher e bem devagarinho, o gelado com cobertura de chocolate por que tinha suspirado desde que entrei no restaurante.
Sorrio enquanto penso no quanto tenho andado tão desesperadamente desejosa de devorar doces. Doces não. Chocolate.
Habitualmente os chocolates que recebo pelo Natal duram até à Páscoa e acabam por desaparecer graças à preciosa ajuda de quem vai passando lá por casa. Mas não este ano.
Apetece-me chocolate. Muito chocolate. Mais e mais...
Esboço um sorriso tímido ao pensar nisto, entre colheradas, para logo de seguida soltar um sorriso rasgado enquanto ouço a resposta "Naturalmente... com essas olheiras e esse cabelo tão comprido, como podes esperar que alguém consiga gostar de ti?..."

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Strange little resolutions

Os últimos dias não têm sido grande coisa. Sinto-me cinzenta e essa não é (definitivamente) a minha cor...
Não podendo atacar o "mal pela raiz", estou, desde ontem, a tentar apurar uma série de pequenas coisas que me andam a incomodar ou a causar problemas para as ir mudando e, quiçá, com isso consiga também ir mudando o meu estado de espírito...
Começo pelo sono.
Eu gosto de dormir e quando não o faço o meu humor acusa logo... a isso acresce outra coisa: gosto muito de me enroscar no sofá a ver televisão e deixar-me adormecer... e nos últimos tempos a coisa tem sido penalizadora: adormeço cedíssimo no sofá, acordo umas horas depois e arrasto-me para a cama onde acabo quase sempre a dar voltas e mais voltas para tentar voltar a adormecer. Ou seja: durmo mal, tenho insónias e quando finalmente adormeço é quase hora de tocar o despertador.
Pois... estou tramada.
Tenho várias opções: ou aposto em ir cedo para a cama, mas isso parece que corta parte do serão... ou aposto em não me permitir adormecer no sofá, mas isso está para além das minhas forças... bom, a coisa está dificil... Ah! Também posso programar um despertador para tocar à meia-noite e obrigar-me a ir para a cama... Bom, não sei por qual me decida...
Ah! Isso!... Acho que descobri: mudo o sofá para o quarto, ponho a cama à frente e depois é só rebolar de um lado para o outro!...
:))
Genial, não vos parece?...

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Work, work &work...

Ando triste, desmotivada e a ficar saturada do que faço e da perspectiva de continuar a fazer exactamente o mesmo durante muito tempo. A isto acresce o facto de estar a fazer uma coisa "diferente" do normal para quase toda a gente que trabalha na empresa, o que seria giro se não significasse que, por ser "diferente", tudo o que preciso que a estrutura faça, demora demasiado tempo a ser feito (quando não fica de lado e acaba esquecido...)
Acabei de ser confrontada com mais uma situação deste tipo. Curiosamente causada pelo responsável máximo pelo caso particular que represento e (em linha recta e/ou enviesada, que isto não é fácil de perceber) o meu grande-chefe.
Não tivesse eu a confiança que tenho no meu trabalho e na qualidade do que produzo e quase que poderia cair em tentação de achar...
...que ou é falta de interesse ou uma estratégia rebuscada para me incentivarem a ir para outras paragens.
 
Nota: este é um desabafo desesperado de quem está farta de remar contra a maré em mar revolto... racionalmente sei que não faz sentido pensar assim, mas emocionalmente isto deixa-me de rastos...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Há dias assim

Há dias assim. Daqueles em que só apetece responder mal aos outros. Dias em que não há paciência para tudo aquilo que nos vai apenas incomodando durante o resto do tempo. Dias em que apetece abanar as pessoas com quem nos relacionamos, para que elas percebam de vez o que se passa connosco. Dias em que apetece desparecer do mapa e afundarmo-nos em nós mesmos...

Quote of the Day

"I always have to dream up there against the stars. If I don't dream I will make it, I won't even get close."

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Jibóias fechadas e jibóias abertas…

“Só vos contei isto tudo sobre o asteróide B612 e só vos confiei o seu número por causa das pessoas grandes. As pessoas grandes gostam de números. Quando vocês lhes falam de um amigo novo, as suas perguntas nunca vão ao essencial. Nunca vos pergunta: ”Como é a voz dele? De que brincadeiras é que ele gosta mais? Ele faz colecção de borboletas?” Mas: “Que idade é que ele tem? Quantos irmãos tem? Quanto é que ele pesa? Quanto ganha o pai dele?” Só assim é que pensam ficar a conhecê-lo. Se vocês disserem às pessoas grandes: “Hoje vi uma casa muito bonita de tijolos cor-de-rosa, com gerânios nas janelas e pombas no telhado…” as pessoas grandes não a conseguem imaginar. É preciso dizer-lhes: “Hoje vi uma casa que custou vinte mil contos.” Então já são capazes de exclamar: “Mas que linda casa!”
Assim, se lhe disserem: “A prova de que o Principezinho existiu é que ele era encantador, é que ele se ria e queria uma ovelha. Querer uma ovelha é a prova de que existe”, as pessoas grandes encolhem os ombros e chamam-vos crianças! Mas se lhes disserem: “O planeta de onde ele vinha era o asteróide B612”, as pessoas grandes ficam logo convencidas e não se põem a fazer mais perguntas. As pessoas grandes são assim. Não vale a pena zangarmo-nos com elas.”
In “O Principezinho”, Antoine de Saint-Exupéry

Comecei 2007 a ler o Principezinho. Com um sorriso do tamanho do mundo que crescia à medida que se desenrolava cada frase...
É bom descobrir que ainda não se é uma pessoa grande...

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

2006

Mais um ano que chega perto do fim e vai uma série de aventuras a juntar às muitas que já vivi.
Tal como acontece por esta altura na comunicação social, também eu resolvi parar para pensar um bocadinho sobre o que 2006 me ofereceu…
…profissionalmente começou com um momento bom e um mau: tive a minha primeira reunião mais à séria com a direcção da empresa (vulgarmente conhecido como o “castigo”) e correu-me bem, mas depois fui brindada com a reunião sobre os aumentos e foi um verdadeiro balde de água fria. Tal como em 90% das empresas, a expectativa criada na altura da contratação sobre este aspecto foi defraudada e eu não digeri a coisa nada bem… mesmo tendo ouvido palavras elogiosas. Enfim… dou por mim a pensar porque é que dei tanto de mim (e me prejudiquei tanto e em tantas coisas) em nome do trabalho, para depois ter um retorno tão pobre. Bom, mudou a postura e ficou a lição: enquanto isto for desafiante e o “ganhar dinheiro” não se tornar prioridade, por cá permanecerei, mas…
…Técnico Responsável. Enfim… a gota de água. Não queria, mas teve de ser, fui obrigada a trabalhar para isso e ganhei uma responsabilidade acrescida sem qualquer tipo de retorno (e não estou a falar de dinheiro…). Neste momento sou e detesto a ideia de o ser, a forma como me fizeram ser e o que vou ter de passar se algum dia tiver azar… Seguramente o pior do ano…
…Costa Rica. 2006 foi o ano da Costa Rica… 14 horas de viagem, um vulcão activo observado de um paraíso tropical, actividades um bocadinho mais radicais e a primeira vez que vi e mergulhei no Pacífico. Orquídeas a rodos e bichos de todos os tamanhos, géneros e cores. Estradas pavorosas e pessoas de uma simpatia a toda a prova que nos faz gostar ainda mais desse cantinho do mundo e me deixaram com vontade de lá voltar. Adorei, adorei, adoreeeeeiiiiii…
…Clara. Agosto em cheio e suficiente para uma vida inteira. Ouviste???...
…foram 60 velas que a minha querida Mimi teve de soprar este ano… Dificilmente esquecerei a grande festa-surpresa (e o olhar de espanto e emoção com que foi surpreendida por todos aqueles que aderiram sem hesitações à conspiração) e o quanto foi divertido organizar tudo em segredo, recorrendo a pequenos subterfúgios e a alguma malandrice… querida mãezinha, foi a melhor prenda que recebeste e a que mais gostei de te dar.
…poesia. Em 2006 descobri uma poesia que não procurava nem julgava encontrar. Poesia que me transmite paz, alimenta a alma e ofusca os espinhos que a vida vai teimando em mostrar. Como uma espécie de refúgio onde me sinto bem e onde o resto do mundo não entra, nem existe sequer.

Sinto que 2007 vai ser um ano muito importante para mim. Não sei exactamente o que me reserva, mas acho que o caminho que tenho percorrido me vai levar obrigatoriamente a algumas encruzilhadas. E sinto que estou preparada para as enfrentar.

Bom 2007 para todos!...

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Ufa, Já está!...

Mais um ano que passa e mais uma vez encarei com um sorriso nos lábios a tarefa gigantesca que é montar a minha árvore de Natal lá em casa…
Para quem não sabe, eu tenho uma casa pequenina, mas cheia de personalidade e com a mania das grandezas: tem de caber lá o sofá enorme, a cama grande e a árvore de natal gigantesca, que todos os anos insiste em se fazer notar!...
Juro que nesta altura do ano penso que a casa parece elástica… estica de um lado, encolhe do outro, troca-se isto daqui para ali e lá se consegue encaixar tudo. Pois… huum… verdade: não se consegue tirar grande proveito da mesa de jantar, mas… que se lixe!...
Por estes dias passou mais um aniversário da minha casa. Já lá vão 4 anos na "casa-mais-linda-do-mundo" -  minha, toda minha (e grande parte do banco) e cheia de coisas que gosto e que são a minha cara. Sim, mesmo o candeeiro de Aladino que ninguém gosta (ok, Clara?!). A "melhor-esplanada-da-cidade-do-Porto" que tanto gosto me deu conquistar e onde me sinto no meu elemento, deixando o resto do mundo fechado lá fora.
Dei por mim a pensar nisso e no quanto a minha casa significa para mim. A recordar as casas onde vivi desde que me mudei para o Porto e a aventura que foi decidir-me de vez pelo meu cantinho (foi a 1ª que vi e só depois de umas tantas e quase um ano é que cheguei mesmo à conclusão que não valia a pena pensar mais no assunto…).
Recordei a surpresa que a minha mãe e a minha irmã me fizeram quando fui operada e as "engenhoquices" que insisti em fazer eu mesma: desde instalar o fogão e o forno (all by myself!) ao sensor remoto da caldeira, passando pela conversão em estantes de parte do armário da entrada. As cortinas tipo venezianas que fiz e instalei na cozinha, a própria cozinha que já alguns vizinhos vieram admirar e copiar e a estante (a GRANDE) estante da sala, mandada fazer por medida e que faz lembrar uma biblioteca do fim do século XIX…
…Quando regressei ao Porto, depois da minha aventura em Coimbra, andei durante uns tempos obcecada com estar em casa: estava tão farta, mas tão farta de ficar no hotel (e tinha sorte, que era um hotel bom e onde era muito bem tratada: todos me conheciam e já sabiam o que queria e do que gostava… mas era um hotel) que durante uns bons meses me recusei a sair de casa: não jantava fora, não saía, não queria sair nem fazer nada: apenas ficar em casa e suspirar pelo quando era bom lá estar. Parece estranho, mas parecia que estava a tentar compensar o tempo perdido…
Mais um ano que passou e mais um ano que consegui encaixar a minha grande (e linda)
árvore de natal. Já lá vão 4 anos desde o dia em que a casa passou a ser minha e que, sem mais nada sem ser umas almofadas emprestadas e uma piza, 4 jovens inconscientes resolveram montar pela primeira vez a árvore gigantesca na casa vazia…
…estranho, nessa altura não parecia tão grande…

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

...

Mais um dia complicado e mais uma série de problemas…
Parei agora para respirar fundo e recuperar fôlego e permitir-me por uns instantes deixar-me invadir pela melancolia que teima em se fazer notar.
Hoje sinto-me particularmente esgotada. As minhas olheiras estão pior do que nunca e a dor de cabeça que sinto desde segunda-feira continua a massacrar, tendo-se permitido hoje ao requinte de me afectar os olhos: tenho a pálpebra esquerda a tremelicar desde manhã.
Sei que não posso falar em férias (arrisco-me a levar uma tareia, eu sei…) mas estou realmente a precisar de tirar uns dias e descansar a sério.
Aproximam-se dias diferentes: a minha mãe vai ser submetida a uma pequena cirurgia no próximo sábado, mas sinto-me tranquila em relação a isso por ser uma intervenção simples e porque sei que vai estar entregue a boas mãos. Como a próxima semana vai ser curtinha (2 dias cá e dois dias na capital) tenho a certeza de que vai passar rapidinho e depois…
…depois, lá vou eu: uma semana i-n-t-e-i-r-i-n-h-a de férias!...

 …indo eu, indo eu, a caminho do Montesinho...

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

O Trovador

Ontem fui à Ópera, assistir à estreia d' "O Trovador".
Trata-se de uma ópera em 4 actos, cujo enredo, resumidamente, é:
"O conde-pai apanhou uma cigana (mãe) a olhar para o seu filho e mandou-a queimar por feitiçaria. A filha como vingança roubou o bebé para o queimar na fogueira, mas enganou-se (pois, claro!) e queimou o seu próprio filho. Anos mais tarde o conde-filho procura a cigana para vingar a morte do irmão.
Entretanto o conde-filho tem uma paixoneta pela Leonora que por sua vez tem uma paixoneta pelo misterioso Trovador. Logo o conde-filho persegue o Trovador para o matar e ficar com a sua amada. Quando o consegue capturar, a Leonora troca a liberdade do Trovador pela promessa de que se rende ao conde, mas a malandra assim que obtem o perdão do seu amado, toma veneno para tramar o conde. Este quando percebe que foi enganado mata na mesma o Trovador e a cigana revela nesse momento que afinal quem ele tinha acabo de matar era o seu próprio irmão. "Vingançaaaaa!!!"…" 


Querido Giuseppe… É verdade que tens um talento fora de série enquanto compositor, mas para escreveres enredos, ficas um bocadinho ao nível daquilo a que no século XXI chamamos de telenovela mexicana…

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Lady In the Water

Ontem fui ao cinema, coisa que já não fazia há muuuuuito tempo.
Sabendo que o Shyamalan é dado a filmes pouco óbvios e com desfechos surpreendentes, dei por mim pouco convencida com o estranho começo do filme " A Senhora da Água"…
...mas durou pouco essa sensação. De repente comecei a deixar-me embalar pela "bedtime story", com essa mistura entre o real e o imaginário, sendo transportada para onde só quem não sonha não consegue chegar. Senti-me invadida pela pureza da mensagem e pela fantasia de quem vagueia na simplicidade entre o bem e o mal e saí do cinema completamente arrebatada pela história, pela imaginação e pela simplicidade do filme.
Estou certa de que esta não é uma opinião consensual. Muitos não se sentirão embalar pelos sonhos deste autor/argumentista/realizador/actor e seguramente poucos terão a imaginação necessária para ver e sentir o mesmo que eu senti.
Mas isso não me interessa. Foi um excelente filme e maravilhosa a sensação atordoante que ele provocou em mim…

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Hoje estou triste.
Não percebo... de forma objectiva e pragmática tenho tudo o que é importante para estar muito feliz, e no entanto... 

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

...

Estou um bocadinho melhor…
Regressei ao trabalho e às complicações, com uma secreta esperança de que hoje fosse um dia tranquilo. Tive sorte… não houve muitos problemas e ainda fui brindada com uma prenda de que tanto precisava para atingir os objectivos mensais, mas de que já estava a perder esperança de conseguir.
Estou tranquila.
Será que esta paz aparente vai durar ou será (mais uma vez) apenas uma pausa do turbilhão de coisas e acontecimentos que tem pautado a minha vida?...

sábado, 28 de outubro de 2006

...

Tenho estado doente.
Sem forças para mudar o mundo, nem energia para dispensar atenção a ninguém. Sem inspiração, nem paciência...
Apetece-me ser rezingona, mau-feitio e gritar aos ouvidos de quem diz tontices acerca do que realmente penso das barbaridades que dizem... e aproveitar e descarregar ainda mais dizendo-lhes algumas verdades bem duras e cruas sobre o que acho que essas pessoas são e dos disparates que proferem (e acreditem que quando me dá para isto eu sou capaz de arrasar com quem quer que seja o alvo da minha ira...).
Mas ao mesmo tempo que me apetece tudo isto, vou tendo alguns acessos de mimo e carinho profundo para com as pessoas que tão cuidadosamente têm tratado de mim.
Nunca parei muito para pensar nisto, mas acho que estar doente provoca-me uma espécie de exaltação de emoções que atingem extremos quer em género, quem em quantidade. Fico mimada e com vontade de mimar. Fico com vontade de ser o centro do mundo e com isso sinto-me no direito de ter mais mau-feitio do que o habitual. Fico sem paciência... mas também fico com uma vontade quase irresistível de corresponder de forma avassaladora aos mimos de quem me mima. E nestes dias tenho sido muuuito mimada...

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Pura poesia

Alguém escreveu o seguinte:
"Acho que dar e receber mimo é das coisas mais maravilhosas que existe: transmitir o carinho que se sente por uma pessoa, através de um beijo, de uma caricia, de um olhar ou daquela palavra mágica - cheio de profundidade e de intenção - é realmente único..."
 
Desde a primeira vez que li esta frase, não voltei a esquecer esta forma tão franca de descrever algo que nos dias de hoje parece estar fora de moda...
...aqui fica a minha (mini) homenagem a quem ainda se permite ter alma de poeta.
 

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Equinócio

Hoje é dia de equinócio.
Hoje temos o mesmo tempo de luz solar como o que nos mantemos escondidos dela.
Acabou o Verão e os dias vão ficar mais e mais pequenos...
...nem de propósito, como quem quer marcar de forma inequívoca o fim da estação, hoje estamos a ser brindados com um temporal com chuva fria e vento que leva tudo o que lhe aparecer pela frente.
Hoje parece que, de um momento para o outro, o mundo mudou de forma dramática e ficou revestido de castanho e cinza.
Fico sempre nostálgica nesta altura do ano. Gosto do calor e de sentir o sol a envolver-me e por isso sou fã incondicional do Verão... daí ficar entristecida quando sinto que ele está a acabar.
Hoje apetece-me calçar as minhas botas e partir para o Montezinho. Vaguear pelas suas estradas ladeadas por castanheiros com tons avermelhados e apanhar castanhas caídas nas bermas para assar na lareira. Sentir o cheiro da terra quente contrastado com os aromas de castanhas assadas. Sentir o meu nariz a gelar com os ventos frescos que se fazem sentir. E estar longe... longe do mundo e de regresso às coisas simples, como a terra, os campos e as pessoas que deles vivem e que mantêm sempre um sorriso pronto para mostrar aos desconhecidos que os vêm visitar...
 

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Chuva

Chuva. Voltou e em força.
Quem me conhece sabe que não gosto muito de chuva. Gosto de a ouvir lá fora quando estou confortavelmente enroscada em casa, mas à parte disso…
Não sei se é por estar mais velha ou se por estar cada vez mais receptiva a coisas novas, mas a minha relação com a chuva tem vindo a mudar. Ontem dei por mim a saborear o som da chuva e a dar descanso ao guarda-chuva (ou chapéu de chuva, como se diz na minha terra) enquanto passeava na rua, a recordar com nostalgia os dias de férias que passei em Monteverde, na Costa Rica.
Monteverde foi uma aventura e uma revelação. Foi o destino mais rústico das várias paragens que fiz nestas férias, o destino mais frio, com piores acessos, o mais aventuroso e o mais ecológico. Por lá visitei o parque natural e vi pássaros, bichos e plantas que nunca tinha visto, passeei pelo meio de colibris de mil cores (numa concentração de pássaros por metro quadrado que não julgava possível) e fiz tantas e tantas coisas que me é difícil enumerar agora.
Mas a maior aventura em Monteverde foi o passeio pelas pontes suspensas não só pela caminhada em si, como pelas vistas e pela… tempestade tropical, brindada com trovoada, que se abateu sobre nós em bátegas que magoavam e que impermeável nenhum no mundo conseguia reter. Agora é só imaginar-me (a não gostar de andar à chuva) a pensar que aquela era uma oportunidade única para andar naquelas pontes e passear pelo topo das árvores da floresta, oportunidade que não podia perder de maneira nenhuma, mas… que estava a chover demais e que o pior sítio do mundo para se andar debaixo daquela trovoada era precisamente nas copas das árvores, em pontes suspensas que ainda por cima eram metálicas…
Fui. Inicialmente pouco convencida e no fim completamente rendida. Adorei não só as vistas, como a aventura e a chuva em si. Ficou a memória da tempestade e do nosso amigo israelita (cujo nome não recordo) que corajosamente se juntou a nós nesta aventura, enquanto todos se refugiavam do mau tempo.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Loucura

Parar. Preciso de parar… Forçar a paragem desta espiral de loucura que me invade e encontrar o verdadeiro sentido das coisas...

terça-feira, 1 de agosto de 2006

...

São tantas as palavras que me correm no pensamento e tão poucas as que me parecem apropriadas para te dizer… Hoje estou com o meu pensamento em ti, por ti e para ti.
Apenas e só porque gosto muito de ti…

quinta-feira, 27 de julho de 2006

"Não pode haver cubanos contentes"

"Um tribunal de Miami, EUA, obrigou uma escola primária a recolocar os 24 livros que falavam de Cuba na sua biblioteca, segundo o jornal americano "Tampa Bay". O pai de uma criança não gostou das imagens dos livros, pois mostravam cubanos felizes e pediu para serem retirados. O conselho directivo acedeu. Mas um juiz, visivelmente irritado, anulou a decisão"
In "Metro", 27/07/2006
 
Esta é a única literatura que tenho disponível no café aqui ao lado, onde costumo beber café todas as manhãs. Hoje, ao ler isto, até me engasguei...
...este (tão liberal e democrático) papá devia ficar chocado se fosse a Cuba e se apercebesse que grande parte dos cubanos não só é feliz, como também orgulhoso de si e do seu país!...

terça-feira, 25 de julho de 2006

Mais uma estrelinha no céu!...

Esta minha aventura no mundo dos blogs começou (já lá vai algum tempo!) com um desafio de uma certa moçoila que também se tinha aventurado nestas andanças.
Já lá vão alguns anos de constante presença neste mundo que ambas criámos, aproveitando para manter contacto e ir sabendo as novidades de parte a parte, com acompanhamento próximo dos respectivos blogs. Pois... por aqui e nos aniversários da Clara.
Não é justo esquecer-me dos aniversários da Clara, aqueles que têm mais convidados do que muitos casamentos, onde todos fazemos questão em estar presentes e onde todos nos revemos, ano após ano, como se de um jantar de curso se tratasse (sim, a Sandra é a felizarda que casou com o Miguel, também ele engenheiro da mesma "fornada" que eu).
Porque me lembrei de tudo isto hoje? Simples... Hoje nasceu o Ruizinho. O auspicioso bebé que é fruto dessa cumplicidade tão bonita de se ver, entre estes dois felizes e babados papás.
Sejas bem-vindo, Ruizinho, cuja vida ainda agora começou, mas que já tem sido acompanhada tão de perto.
...e acho que nunca mais vou esquecer o ar tão leve, fresco e feliz com que a Sandra me atendeu o telefone (imaginem!) apenas uma hora depois do nascimento!!!...

sexta-feira, 21 de julho de 2006

De volta às raízes

Depois de devaneios mais ou menos poéticos, aqui me encontro eu, num cenário totalmente diferente e que me é tão querido: a casa dos meus pais.
Aqui, neste porto seguro, sinto um estranho regresso às origens e à simplicidade da vida, tal como já foi há uns anos atrás. Aliás, todos os pormenores se mantêm iguais a si mesmos e até o jantar a quatro pareceu uma cena retirada de qualquer página da história que juntos temos vindo a escrever ao longo de todos estes anos.
Só a ideia de que esta noite vou dormir na minha eterna cama (que estreita que ela é!) me faz sorrir e recordar tantos e tantos momentos felizes recheados de gargalhadas, conversas cúmplices e histórias mirabolantes tão próprias e privadas de duas amigas tão profundas como sou eu e a minha irmã, com laços que nem o tempo nem mais ninguém consegue quebrar.
Aqui sinto-me igual a mim mesma e em paz. Aqui recupero a serenidade que por vezes parece desvanecer-se face a alguns espinhos que a vida vai revelando.
Aqui dou por mim a sentir saudades do tempo em que me dedicava mais a estas paragens. Do tempo em que tinha pc em casa (isto de sempre ter trabalhado com um portátil e ter ficado sem este "mimo"...) e do bem que me faz escrever e descobrir-me a mim mesma através das palavras que me saem directamente da alma.
Aqui me descontraio a escrever estas palavras ao som da doce voz da Corinne Bailey Rae...
Aqui recarrego baterias para a loucura que vai ser este fim de semana (2 casamentos e um pic-nic, com direito a soprar velas), com a certeza de que segunda-feira tenho de voltar a reencontrar a objectividade e a concentração necessárias para enfrentar mais uma semana de trabalho...

...

É-me difícil descrever algumas sensações que por vezes me tiram de mim e me transportam para paragens imaginárias, em cuja existência acredito apesar de parecerem inatingíveis.
Ontem fui arrebatada com uma espécie de regresso ao passado, transportada por um estado de alma navegante através dos sons imortais de Mozart, com o seu poderoso Requiem. O poder da música, a força das vozes e o impacto que tiveram em mim foi estonteante de tal forma que, por instantes cuja duração não consigo quantificar, o mundo em meu redor desvaneceu-se e a alma e os sons dominaram e absorveram toda a restante realidade mundana…
...foi a primeira vez que voltei a apreciar música clássica interpretada por um coral. E fiz as pazes com esta estranha forma de música e comigo mesma.
Ali, no escuro do chão da minha sala, com as janelas abertas e as cortinas a balançarem com a fresca e leve brisa que se fazia sentir…

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Acqua

Perguntavam-me se eu gostava "assim tanto" de água.
Eu respondi assim:
 
"Muuuuuito.
Água calma, água revolta, água debaixo de sol abrasador, água depois do sol se pôr, água para mergulhar e ficar o máximo tempo possível lá debaixo, onde os sons são outros e o mundo é só nosso.
Água para brincar nas ondas, água azul e tépida com corais e peixes multicolores a nadarem e a brincarem comigo a escassos milímetros da pele.
Água de cascatas, na penumbra das sombras de uma qualquer vegetação (nem precisa de ser na Costa Rica), água de rio antes de uma descarga da barragem mais próxima, com uma paz tão forte que se sabe prestes a terminar, como se tratasse do olho de um furacão.
Água. Comigo dentro ou fora, mas sempre por perto.
 
Uma das coisas que às vezes faço, só por ter saudades, é fazer o percurso mais longo para casa, começando aqui já na Foz, percorrendo a marginal e só subindo na rua que dá acesso directo a casa. Por vezes até páro, só para respirar o rio... "

terça-feira, 11 de julho de 2006

Lá em baixo

..."e tu, Maria, diz-me onde andas tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite até ser já quase dia
é tarde, Maria...

...toda a gente passou horas em que andou desencontrada...

...como à espera do comboio na paragem do autocarro..."

Retrovisor
Sérgio Godinho. Aqui fica a referência...

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Back to home... work, problems and world cup!

Pois... voltei do paraíso.
Tive uns dias às voltas com os fusos horários (as porcarias que dá na tv a determinadas horas são uma curiosidade engraçada para quem tem insónias... desde que encaradas com espírito humurístico), mas já regressei ao trabalho e em força.
Tenho uma série de coisas rascunhadas em bloquinhos (uns trazem sabonetes, outros os frasquinhos, mas eu cá sou fã é dos blocos de notas...) para escrever por estes lados, mas ficam para serem publicadas depois, que o tempo urge.
Esta escapadinha é para partilhar convosco um pensamento de hoje, que se escapou desta minha grande boca e que me parece ser merecedora de reflexão: "se o nosso governo foi tão célere a acabar com as férias judiciais, porque não fez o mesmo com as férias parlamentares.
Espero que não seja nenhuma gafe, mas tanto quanto sei a Assembleia da Républica continua a ter mais do que os 22/25 diazitos de férias a que o comum dos mortais está sujeito...

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Voltaram. Devagar, sorrateiramente e em versao light

Pois e. Isto de andar a brincar com actividades mais ou menos radicais da nisto... lava-se a alma, anda-se a chuva nas copas das arvores, brinca-se muito e... descobre-se que as minhas amigas de Outubro de 2003 afinal nao foram totalmente banidas.
Valha-me a experiencia de mais de 20 anos de convivio proximo para saber como lidar com elas da melhor forma para nao ter as ferias estragadas.
Viva o sol, a floresta tropical e este mar maravilhoso...
...ja tinha dito que estou na costa do Pacifico?...

Back... but for something different!

De volta a um hotel com net e de volta a escrever mais um bocadinho...
Hoje para dar os parabens a um graaaande amigo que me acompanha desde os primeiros tempos de faculdade (longas horas de conversa acompanhados de pasta, o WinRest e o seu famoso porshe) ate aos dias de hoje.
Falo do Paulo que, depois de muita dedicacao e de muitas "teses de doutoramento" (palavras dele ao descrever o trabalho desenvolvido por ele para este fim) conseguiu esta coisa maravilhosa!
Parabens!!!!
Ah, e ao Pedro e ao Paulo e restantes amigos que entre uns toques de bola e muita genialidade robotica conseguiram o titulo mundial!...

terça-feira, 20 de junho de 2006

Eu sabia que tinha de haver pelo menos uma!...

Tinha de ser. Eu estva a achar dificil de encontrar, mas ela existe!
Parece que os eucaliptos afinal teem uma utilidade: plantados perto de plantacoes de cafe sao beneficos ao controlo de parasitas: eles acabam por ser atraidos pelos eucaliptos e poupam as plantas do cafe...
Afinal existe uma razao util para a sua existencia...

Live from Costa Rica

Adivinhem la: estou mesmo na Costa Rica.
(desculpem os erros, mas este teclado e estranhissimo)
Cheguei ontem e entre uma inacreditavelmente longa viagem de aviao e o jet-lag, foi uma experiencia para esquecer.
Mas isto e realmente bonito. Desde que ca estou (umas singelas 24 horas e qq coisita) ja andei na estrada trans-americana, ja vi um vulcao e estou num hotel deslumbrante no meio da floresta tropical: Hotel Tabacon
Tenho que vos dizer: tomar umas banhocas em aguas termais no meio de uma vegetacao luxiriante e com tantas fl;ores exoticas e do melhor...
Pena que estejam tantos norte-americanos nas redondezas... eles conseguem falar mais e fazer mais barulho que os Espanhois...

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Costa Rica, here I go...

Ora então é mesmo verdade: esta moçoila inconsciente vai mesmo tirar umas férias em grande e vai até à Costa Rica.
Vão ser 2 semanas inteirinhas do outro lado do mundo, sem telefones, telemóveis, chefes e colaboradores, clientes chatos e - principalmente - sem roaming!... Sim, porque assim tenho a certeza que ninguém cai em tentação...
Ainda estou meio em transe com o lufa-lufa dos últimos dias (ainda gostava de perceber porque é que quando vamos de férias trabalhamos o triplo antes de ir e temos muito mais à nossa espera quando chegamos...) e com a perspectiva de que o meu regresso vai ser brindado com uma aventura em particular (vou abraçar uma responsabilidade nova que me assusta um bocadinho...).
Junho vai terminar a 48ºW e Julho é sempre aquele mês especial...
Até ao meu regresso

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Férias, esse assunto que me é tão querido…

Já tardava, devem estar a pensar aqueles raros, teimosos e fiéis seguidores deste blog desde o seu princípio… Tanto tempo sem falar em férias nem parece normal em mim.
Pois cá estou eu de novo a divagar com essa coisa tão maravilhosa que são a férias e a sonhar com destinos bem distantes. Desta vez estava apostada em ir até à Costa Rica…
Um destes dias escrevi o seguinte:
"A Costa Rica é o país do mundo com maior número de parques naturais protegidos. Tem Caraíbas de um lado e Pacífico do outro. Tem floresta tropical com características similares à Amazónia (e quase tantas espécies diferentes de bicharada) e um vulcão activo (segundo contam, à noite vê-se a lava incandescente). Em determinada época do ano (adivinhem lá qual) há, na costa das Caraíbas, a desova das tartarugas. Além disso é dos países com maior variedade e quantidade de orquídeas do mundo.
...e há uma elevada aposta no turismo desportivo/radical."
Apetece mesmo, não apetece?
O problema é que a Costa Rica fica do outro lado do mundo. São 14 horas dentro de um avião e muito dinheiro pelo meio.
Ontem estive na agência de viagens e desmotivei por completo. A teoria de querer aproveitar tudo ao máximo (já que vou até tão longe) tem reflexos estupidamente elevados no preço a pagar. Agora estou dividida: vou até lá e esqueço o amor à carteira (afinal se não é para usufruir das coisas boas da vida que se trabalha tanto…) ou desisto e vou para qualquer outro destino – e há tantos…
O problema é que já ando a pensar na Costa Rica há 2 anos…

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Dia diferente

Hoje foi um dia diferente.
Profissionalmente representou algo que provocou um exercício de introspecção que já não fazia há algum tempo. Mais uma vez concluo que sou efectivamente diferente de tantos que julgava iguais, por mais semelhanças que aparentemente existam.
A empresa onde trabalho está em pleno momento de revolução de estratégias com consequentes reajustes nos recursos humanos. Por isso mesmo hoje foi promovido um encontro de quadros onde foram explicadas muitas coisas e se desenharam os cenários que se prevêem para o futuro.
Na verdade não fiquei a saber nada de novo. Não que não existam novidades, mas algumas delas já tinha concluído através de uma análise do estado actual das coisas, com alguma ajuda do que tenho ouvido aqui e ali… mas a serenidade que obtive por ver confirmadas as minhas conclusões (sinal de que ainda encontro alguma lógica no que me rodeia) não foi de todo um sentimento partilhado. E aqui é que encontro a diferença…
Mas hoje foi diferente por mais um motivo. Hoje soube que alguém de que gosto muito vai abraçar um novo projecto profissional.
Tenho de confessar que a minha reacção foi muito pior do que seria expectável. Foi como se um angustiante sentimento de perda se apoderasse do meu estado de espírito… Trata-se de alguém que tem progressivamente marcado presença no meu dia-a-dia e que tem contribuído (e de que maneira) para tornar mais agradável o meu trabalho, a empresa e o ambiente que a envolve. Alguém que me tem feito ver, quando tudo parece mais cinzento, os aspectos mais positivos da minha situação profissional e tem sido um apoio e companhia de que não me vai ser fácil abdicar.
Mas tudo isto é egoísta.
Por ser efectivamente alguém especial a quem reconheço qualidades suficientes para considerar um modelo a seguir, só lhe posso desejar toda a felicidade do mundo, que genuinamente acho que merece.
E estranhamento sinto-me invadida por um sentimento de nostalgia, por reconhecer os sintomas que me foram descritos pelo meu amigo JSP, em Dezembro de 2004, quando lhe disse que ia sair da empresa onde estava na altura.
…e não consigo deixar de me lembrar que ele acabou por sair de lá logo após…
Hoje foi realmente um dia especial. E não consigo deixar de pensar em tudo isto enquanto estou dentro de um carro a fazer a viagem de regresso ao Porto, envolta em conversas tontas com graçolas de circunstância e um céu estrelado deslumbrante, com Cassiopeia e Orion a espreitarem sob o meu ombro enquanto rascunho estas palavras…

segunda-feira, 20 de março de 2006

Pequeno esclarecimento

Cá estou eu mais uma vez (ena, tão assídua que eu estou!...) apenas para dar uma pequena "achega" no meu post anterior. É que, quando reli o que escrevi, dei por mim a pensar que quem estiver fora do contexto pode pensar que eu sou uma pessoa horrível…
Passo a explicar: tenho um colaborador que resolveu fazer birra. Imagem só a cena, o senhor acha que o seu carro já está um bocado velho para ele, então resolveu "encostá-lo" e agora anda a pé (e à chuva, que é para dar mais nas vistas).
O que é que se faz a uma pessoa assim??? Eu cá não estou para aturar birras. Se ele quer andar a pé, que ande… e já agora que chova mais um bocadinho.

sexta-feira, 17 de março de 2006

Putos vrs profissionais

Todos temos dias de trabalho em que só apetece sair porta fora, apresentar carta de demissão e nunca mais voltar a ver nada que diga respeito ao nosso trabalho. Mas depois lá aparece o sorriso na cara de alguém com quem gostamos de trabalhar, um telefonema com alguma voz simpática e, aos poucos, a nossa má vontade vai esmorecendo. A tentação de fazer boicote é grande e por vezes tentadora…
Mas acho que há limites. Pelo menos eu acho que nunca os passei e tenho-me esforçado por ter alguns "escapes" onde desabafar é seguro e terapêutico.
Agora sou confrontada com outra realidade: tenho um subordinado (que até tem uma posição importante de liderança de uma equipa e que se devia comportar à altura) que resolveu fazer birra!... Isso: birra. Como uma criancinha daquelas detestáveis que se põem aos berros no meio do centro comercial.
Será que eu devia fazer como as mãezinhas dessas criancinhas e dar-lhe uns açoites?... Até parece legítimo, se ele cede à tentação de fazer birra, eu também tenho direito a ceder à tentação de lhe dar um correctivo… Yep! Pelo menos dá-me para rir...

quinta-feira, 16 de março de 2006

Saudades e pensamentos à solta

Hoje dei por mim cheia de saudades de escrever e de partilhar com quem quer que seja alguns dos pensamentos que vão girando em turbilhão na minha cabeça. Não acredito que ainda vá tendo leitores num blog que está praticamente inactivo há tanto tempo, mas isso é um promenor de menor importância: escrevo porque gosto, escrevo porque me apetece e - principalmente - escrevo quando tenho tempo para isso...
Esta saudade começou a aparecer com as notícias que têm preenchido os nossos telejornais acerca do encerramento de uma série de maternidades por esse país fora. Na verdade esta também é uma maneira de exprimir as minhas opiniões de uma forma mais pública (de forma limitada dadas as audiências, pois... é certo... mas pública). Juntando a isto mais a necessidade de uns desabafos e pronto, cá estou eu.
Voltando às maternidades. Sou só eu ou mais alguém acha uma coisa completamente anormal a decisão de se recorrer a uma maternidade espanhola como solução para o nascimento de crianças portuguesas???... Bolas, eu sei que sou muito pouco flexível quanto a tudo o que se relacione com os nossos vizinhos espanhóis, pois subscrevo inteiramente a venha máxima de que "de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento", mas isto vai muito além desta convicção pessoal.
Se eu vivesse em Elvas se calhar nem pensava assim. Quem vive tão perto da fronteira pode gerir os benefícios que pode tirar daí (os combustíveis são o melhor exemplo: os preços além fronteira são tão mais baixos que é assustador pensar nas margem que a nossa administração central tira desse negócio). Se calhar esta questão nem faz sentido nenhum para os visados por esta política por se tratar de uma realidade tão presente em tantas outras coisas, mas a mim faz-me confusão.
Tratam-se de portugueses nascidos em espanha que afinal serão portugueses, mas em conceito espanhóis?Nah... não é para mim. Além disso, lembrando alguns dizeres antigos, bem basta o caso de Olivença, que já não é nossa...
Ou então sou eu que sou uma previligiada que vive num grande centro urbano com acesso a todos estes serviços a dois passos de casa e que, por isso mesmo, não tem de se preocupar à séria com estas coisas e dá por si a divagar com preconceitos menores face a reais necessidades de quem está a muitos km's de distância dos locais onde se prestam estes serviços primários...

sábado, 5 de novembro de 2005

Olá

Um dos problemas de quem está muito tempo sem escrever nenhum post, é a dificuldade de encontrar as melhores palavras para fazer uma nota introdutória adequada e desencantar um assunto que seja excepcionalmente interessante, para tentar fazer uma reentré em grande.
Pois eu cá não consegui desencantar nada disso e dou por mim a procurar inspiração que compense... mas nada.
Assim voltamos aos devaneios, com mais ou menos interesse, ao sabor dos meus pensamentos e sem qualquer preparação prévia, tal como nos bons velhos tempos deste blog... ;)
Um dos assuntos que me tem ocupado os pensamentos, nos poucos momentos que tenho tido para eles, tem a ver com relações/namoros/casamentos na perspectiva de entendimento (ou falta dele) entre as duas pessoas que o compõem perante o resto do mundo. Mais especificamente no trato e no "mel", aquele que pode vir a ser muito enjoativo...
Tenho sido testemunha de algumas situações caricatas. Desde o X que é casado com a Y (gira, loura e sociável, que tem todo o ar de ter sido muito concorrida antes de ser mãe) e que faz questão de a tratar como "queridinha", "linda", "amorzinho", por entre festinhas, abraços e beijos em frente ao mundo todo (onde ela exibe orgulhosamente as joias que certamente X lhe ofereceu em demostração do seu amor). O que tem isto de especial? Nada. Há muitos assim. Só que antes de eu ter conhecido o X, tinha ouvido uma história de uma saída nocturna em que o X tinha participado e onde tinha revelado uma faceta muito pouco dedicada ao conceito de fidelidade... deve ter sido gira a minha cara: "Mané, apresento-te o X. Já te tinha falado dele. Sim, lembras-te daquela saída a propósito de xxx? Este é o tal X..."
Não sendo eu uma pessoa dada a comentários melosos (se alguém me chamasse querida ou amorzinho em público julgo que me passava completamente dos carretos), gosto, tal como todos, de carinhos e mimos q.b.. é bom, sabe bem e recomendo a todos.
Em conversa sobre este tema, apercebi-me que há quem não dissocie estas manifestações públicas de "suposto-carinho", falsas e cínicas, de atitudes compensatórias das facadinhas que se vão dando e que, por isso mesmo, são incapazes de as ter.
Inicialmente discordei veementemente. Depois fui pensando no assunto...
Num mundo tão pouco dado à monogamia, será que é mesmo assim?...

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Em tempo de "intas"...

...vamos dedicar um bocadinho de tempo a escrever (sim, tem de ficar escrito) as resoluções da minha nova década de vida.
Vejamos... fazer desporto. Tenho de me consciencializar que fazer desporto é bom e me faz bem. A preguiça é sempre muita e a falta de resistência fazem-me sempre desistir. Fazem, não. Faziam... ;-)
...dedicar mais tempo ao blog. Boa! Esta parece-me particularmente agradável. E fácil de concretizar...
...e dedicar-me mais profundamente à seguinte reflexão: as palavras que dizemos nunca poderão ser apagadas. Do mesmo modo que todos os instantes que vivemos não poderão ser revividos...

Banal, eu sei. Mas tão profundo e próximo da minha realidade que de repente se revelou de uma importância avassaladora.
Como dizia um spot de uma rádio, vale a pena pensar nisto...

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Acho que descobri a ilha Jurássica...

Há, pois é!...
Depois de uma soneca forçada, numa qualquer sala de cinema em que fui tentar ver o filme "Parque Jurássico", sim, forçada, de tal forma foi o meu desagrado com as cenas que se desenrolavam na tela, eis que me vejo em plena ilha jurrásica...

...bom, na realidade é esse o pensamento que me ocorre de cada vez que - em qualquer ponto da ilha - olho para o chão: são aos milhares as lagartichas, os lagartos e afins. De todos os tipos, cores e tamanhos.
A publicidade apregoa que a Madeira é a ilha das flores. Eu cá por mim vou registar mais a ideia das lagartichas...

Já agora, lagarticha é lagarticha ou lagartixa?


(Nota de rodapé: estou a abandonar os "intes" e a caminho dos "intas". Será que vai ser agora que eu vou ganhar juízo?...)

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Hoje, sim: com tempo para... tudo o que me apetecer!

Eu sei que temho andado demasiado desaparecida. Acreditem que não é por gosto, mas por falta de tempo. Esta nova aventyra profissional deixa-me esgotada e sem tempo para nada...
Mas hoje tenho tempo!
Entrei hoje de férias e estou num sítio girissímo, longe de tudo e todos e com o telemóvel desligado.
Cheira a flores, ouvem-se passarinhos e estou rodeada de coisas bonitas. Vim até à Madeira e resolvi oferecer-me um tratamento do melhor. Ora espreitem lá...

...prometo crónicas enquando andar por cá...

quinta-feira, 9 de junho de 2005

Hoje é quinta, amanhã fim-de-semana e segunda o país vai andar a meio gás…

Mas que pensamento tão agradável… com a brasa dos últimos dias e tanta
chatice para resolver, acho que o meu cérebro derreteu de forma quase
irreversível.
Coimbra é realmente uma cidade de extremos no que toca à temperatura.
É certo que está calor em todo o lado e imagino que este ambiente seja
comum a muitas terras localizadas mais no interior do nosso país, mas
eu é que não estou habituada… Porto e Leiria são próximas do mar e a
aragem mais fresca que daí resulta é sempre muito convidativa nos dias
em que o calor aperta.
…mas aproximam-se dias com sabor a férias. Siiiim, estou a falar
novamente de férias (têm de admitir que nos últimos tempos tenho
andado muito caladinha com isto… aliás, muito caladinha e ponto…). 3
dias seguidos, longe do escritório, seguidos de um dia a meio gás,
parece uma eternidade de tempo.
Desisto… está demasiado calor para raciocinar…

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Aaaaaah... afinal isto funciona!

É verdade... tenho andado desaparecida outra vez, mas o blogger também
teve alguma responsabilidade nisto.
Passo a explicar: a minha última mensagem foi enviada por mail e
veio-me devolvida com uma mensagem de erro. Lá pensei eu que isto
tinha pifado de novo e desanimei.
Na verdade os meus acessos à net estão cada vez mais esporádicos, mas
o mail é utilizado diáriamente (o que me permite ir mandando "postas"
sem ter a trabalheira toda de validar autorizações para aceder ao
blog...) e por isso mesmo só hoje constatei que afinal o post sobre o
início da queima afinal foi publicado...
...pfff... eu sei... ando a trabalhar demais. E a deixar-me absorver
em demasia pelos problemas profissionais que me vão aparecendo... mas
eu sou mesmo assim, sofro como uma tonta com isto e passo-me dos
carretos quando vejo que os problemas (ou bombas, como carinhosamente
lhes chamo) são causados por falta de profissionalismo ou por pura
incompetência.
Ok, isto acontece em todo o lado, certo? Pois... mas agora eu tenho
poder de decisão e vejo-me a braços com a responsabilidade de ter de
decidir coisas menos boas...
Bom, mas isto também não é só coisas más. Já tenho recebido alguns
elogios rasgados pelo meu empenho (também a matar-me a trabalhar, acho
bem que elogiem!!!!! Grrrrr....) e estou a redescobrir Coimbra de um
prisma meio turístico de quem olha com a ideia de é só de passagem...
Setembro é a data limite para regressar à Invicta e os dias estão a
ser contadinhos, tal como uma criança os conta nos dias que antecedem
o Natal...

sexta-feira, 6 de maio de 2005

...

Sexta-feira, dia 6 de Maio...

...O país está verde, Coimbra de preto e eu exausta...

segunda-feira, 2 de maio de 2005

Mais uma tentativa

Bom... não consegui da primeira vez, mas não há nada como voltar a tentar.
Não me vou pôr com grandes devaneios, porque da última vez escrevi um
testamento e depois, pffff... não saiu nada.
Beijocas

quarta-feira, 13 de abril de 2005

sábado, 26 de fevereiro de 2005

Mais uma semana, mais um dia, mais uns suspiros

Esta semana foi-me particularmente dificil. Tenho andado com uns ataques de tosse fulminantes que me deixam de rastos.
Se em várias ocasiões disse, convicta, que nada no mundo era mais desagradável do que adoecer e estar sózinha, neste momento redefini este meu conceito: nada no mundo é mais desagradável do que estar doente, sózinha e num hotel.
Fora isto, a minha aventura soma e segue. Nova semana em Lisboa, novas caras e novas perspectivas de abordar as tarefas/funções que me estão destinadas.
Mas existe uma variável nova. Talvez o meu rumo profissional não venha a ser o inicialmente esperado, mas tão ou mais interessante.
Apesar de estar sem energias, estou entusiasmada (parece contracenso, mas não é...)
Beijos a todos

Nota: Não posso deixar de fazer referência a um comentário que a Clara deixou no post anterior. São exemplos de coragem e convicções que marcam pela diferença e que nos deixam a pensar no quanto tudo é relativo e no acomodamento que pauta a vida de muitos.
Aqui fica uma pequena homenagem mais do que merecida...

domingo, 20 de fevereiro de 2005

Hoje já foram votar?

Num destes dias, durante um almoço com pessoas mais velhas do que eu (da minha nova empresa), discutía-se política, políticas e políticos. Falava-se de tudo, das peripécias da campanha, dos protagonistas e de tudo o mais que fosse passando pela cabeça dos que estavam sentados à mesa. Eu, anormalmente calada (estava cá com uma larica, depois de uma maratona de 4 horas sem comer nada) ía ouvindo e registando algumas coisas que se íam dizendo.
Mais para o fim da refeição (e com a minha barriguinha mais apaziguada) a conversa vai mudando o rumo e acaba por se centrar na incredulidade de quem viveu o período anterior ao 25 de Abril com maior intensidade, face aos valores da abstenção dos dias que correm.
A malta mais nova responde (sem grande convicção, devo dizer) que "com os políticos que temos, nem vale a pena darmo-nos a esse trabalho..." ao que eu respondi que "votar é mais do que um direito, é um dever. E os deveres são para serem cumpridos..."
Durante uns longos 30 segundos, fez-se silêncio à mesa. E eu nem sei porquê...
Mas isto é uma forte convicção que mantenho. Votar é mesmo um dever. Se não votar, deixo de ter legitimidade para fazer comentários e/ou tomar posições sobre o que se vai passando na nossa sociedade. Como posso eu exigir dos outros, se eu própria não me tiver dado ao trabalho de cumprir com a minha parte?
Eu, hoje, já votei.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005

Notícias de além Blogger

Pois é... Desaparecida e sem acesso a um computadorzito que seja, quanto mais à net... está mal!
Uma pessoa já anda com a casa às costas e a saltar de hotel em hotel. Obrigada a permanecer em Lisboa por tempos aparentemente intermináveis. Ainda por cima, deixarem uma pessoa sem qualquer acesso ao mundo dos blogs, parece-me demasiado brutal para uma pobre moçoila inconsciente como eu.
Mas está a correr muito bem. Esta nova aventura está a ser engraçada, com boas perspectivas e cheia de peripécias. É agradavelmente surpreendente encontrar gente inteligente e perspicaz e, ao mesmo tempo, tanta gente nova. Só para terem uma ideia, pelas minhas contas, a média de idades deve andar pelos trinta e tal... o que para mim é ouro sobre azul.
Bom, tenho de ir. Mais uma vez estou num pc "cravado" e o seu dono precias dele.
Obrigada por continuarem a vir espreitar (com tão pouco movimento por aqui, até me admira que ainda apareçam)...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

De novo... e a correr!...

Mais um pc por empréstimo e mais um post a correr!
Hoje estou pela Capital e graças aos meus priminhos, que além de me oferecerem jantar ainda me disponibilizaram o pc, cá vim dar uma espreitadela e deixar um sinal de que não desapareci de vez.
Estou a entrar aos poucos na minha nova realidade (ou naquilo que o virá a ser) e entre tantos nomes e caras novas, tarefas, procedimentos e filosofias de trabalho, nem sei bem para onde me virar.
...afinal, ao classificar esta mudança como nova aventura, não me estava a enganar...
Isto vai ser mesmo uma aventura!...

domingo, 30 de janeiro de 2005

Muito rapidamente...

...até porque estou a "cravar" o pc de outra pessoa, só para deixar umas palavrinhas...
A nova aventura já começou. Estou farta de conhecer gente nova, com posturas diferentes e estratégias bem diferentes. E começo a ficar cada vez mais entusiasmada pela imensidão da realidade que se aproxima a passos largos. Vou ter muito trabalho, é certo, mas os efeitos benéficos da "agitação" profissional que provoquei, já se começam a sentir. Apelam ao dinamismo, à energia, à dedicação. E eu gosto disso.
Já me estão a chamar para almoçar...
Beijos.
Devo voltar daqui a 2 ou 3 dias...

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

É hoje

Hoje é o meu último dia.
Não sei que diga, não sei que faça, não sei que pense.
Não sei que leve, que deixe ficar, que arrume nem que deixe por arrumar.
Não tenho jeito para despedidas e não faço ideia de quais são as palavras certas e quais as erradas.
Já me sinto desprendida e ao parte de mim já só pensa no futuro. Mas a outra parte ainda está por cá e ainda pensa que amanhã vai ser tudo igual a hoje.
Suponho que seja sempre assim. Não sei. Mas vou descobrir.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

Pérolas

Do you know what is a "concrete" situation?...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

Saudosismo

Tenho na minha secretária uma agenda da Taschen, cujo tema é Paris.
Hoje dou por mim a olhar insistentemente para a fotografia da capa onde, numa fotografia a preto e branco de Robert Doisneau, se vê um casal a dar um beijo.
Adoro esta e outras fotografias que preenchem a minha agenda. Aliás, adoro Paris.
Estou outra vez a sentir vontade de partir à descoberta de mais um lugar distante, mais uma cidade diferente, mais um aeroporto cheio de gente que se cruza. Não o posso fazer, é certo, mas o apelo está lá.
Resta-me apreciar o momento: está sol, toca uma música agradável no meu pc e posso sempre recordar imagens dos lugares que já pude conhecer.
Como os das fotografias da minha agenda...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

Música, aqui está uma coisa que pauta a minha vida...

A propósito do post sobre Silje Negaard e sobre música e gostos musicais (mais especificamente os meus), comecei a escrever um comment que se estendeu em demasia, pelo que pensei em publicá-lo não como comment, mas como post.
Dizia eu que: “Fui descobrindo o Jazz. Gosto particularmente das sonoridades encorpadas que tanto podem adornar o ambiente de um jantar ou um serão em boa companhia, entre conversas e sorrisos cúmplices.
Mas não só. Gosto de apreciar a música em si e por si só. A riqueza das combinações que uma boa voz consegue produzir em conjunto com alguns instrumentos musicais.
Mas eu sou suspeita. Eu gosto de música pela música e encontro encantos em quase todos os géneros. Perco-me nas notas e letras de encantar das músicas do José Barata Moura, nos ritmos alucinantes das músicas latinas que me impelem a um pezinho de dança, nos sons refinados de um jazz mais intimista ou então num jazz mais arrojado de New Orleans ao mesmo tempo que mantenho uma veneração quase absoluta pelos sons mais alternativos da voz e música de Tori Amos.”
A minha passagem pela faculdade ofereceu-me, entre outras coisas, a descoberta da música, numa vertente totalmente nova até então. De uma forma absolutamente imprevisível, fui admitida no grupo Coral, sabe-se lá como, já que a minha audição aconteceu entre sessões de praxe e numa altura em que a rouquidão se tinha apoderado totalmente das minhas cordas vocais. Soube mais tarde que a minha admissão se deveu mais aos meus ouvidos do que às capacidades vocais. Certo. Eu sempre tive bom ouvido para a música e tenho realmente facilidade em apanhar os tons. Daí a ser uma prima-dona vai uma distância muito grande… até porque não tinha quaisquer aspirações a ser a “estrelinha das companhia” (tenho uma feliz consciência de que a minha voz não é nada de extraordinária) o que me permitiu desfrutar desses tempos de uma forma mais descontraída e mais curiosa sobre a música em si e do que era conseguir trabalhar com todas as potencialidades que o instrumento musical que há em cada um de nós nos oferece. Daí a ser admitida num outro grupo coral foi um passo pequenino. Esse novo grupo (ensaiado pelo maestro que me fez a primeira audição e que entretanto tinha tido necessidade de abandonar o Coral da faculdade) era mais reduzido e mais exigente, mas também mais estimulante. Cantei músicas mais ambiciosas e dei concertos mais exclusivos e em palcos refinados. Gravei um cd, que apenas gosto de ouvir por saber que entre as vozes que se ouvem se encontra a minha. Até porque acho que a piada da musica coral está em cantá-la e no gozo que isso dá. Além de achar que é uma seca para quem apenas ouve. Curiosa, esta dualidade: sou fervorosa em defender que cantar é o máximo mas, apesar disso, acho que ouvir é extremamente entediante.
Acabou-se a vida de estudante e acabaram-se estas aventuras, mas ficou o bichinho. Ficou o conhecimento de truques e técnicas e da melhor forma de tirar proveito delas. Ficou a admiração ainda mais reconhecida pelos que conseguem manobrar e tirar partido de formas extraordinárias das suas capacidades vocais. Ficou também a capacidade de avaliar quem apenas canta e quem brinca com o canto e arranca sons complexos e elaborados.
Como os bons cantores de Jazz fazem.
Pois… já alguma vez vos disse que gosto mesmo muito de música?

terça-feira, 18 de janeiro de 2005

18 de Janeiro de 1934

É uma data importante para a Marinha Grande, que se reveste de especial importância para quem trabalha ou está de alguma forma associado à industria vidreira.
Não podia deixar de fazer referência a esta data, nem tanto pela sua importância política, industrial e histórica, mas também por sentir um carinho cada vez maior (distância a quanto obrigas) por tudo que seja relacionado com a região onde nasci e fui criada (Nazaré, Marinha Grande e Leiria, essas belas localidades...)
Para quem apreciar história, aqui fica uma possível referência ao que foi o Movimento Operário de 18 de Janeiro de 1934: (In "História da Marinha Grande")
"Em 31 de Dezembro de 1933, Salazar proibiu os sindicatos livres. Esta foi apenas mais uma das acções de repressão e de violação das liberdades individuais do povo Português. Mas a exploração, o desemprego e a coacção sobre as massas operárias era tão evidente e tão anormal que, naturalmente, provocou a revolta dos trabalhadores. No dia 18 de Janeiro de 1934, o levantamento operário fez tremer Salazar. De 17 para 18 e durante todo o dia 18 de Janeiro, aconteceram no país cortes de linhas telegráficas, descarrilamento de comboios, explosões, assaltos a postos policiais, etc...
Contudo foi na Marinha Grande que o movimento operário teve mais expressão graças à maior coesão dos trabalhadores. Estes dominaram a povoação e submeteram a força local da GNR..."

segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

Silje Nergaard

Doces notas, mais suaves ou mais ritmadas, que me têm acompanhado nestes últimos dias.
Quem? A norueguesa Silje Nergaard, que é bastante conhecida pelo público das sonoridades do Jazz, quer no norte da Europa, quer nos Estados Unidos. Cantora de Jazz com uma voz caracterizada com tons de "candy-sweetness", em que o adjectivo candy não tem uma conotação de inocência, mas de "after-dinner candy, with black coffee and the promise of what is to follow..."
Palavras usadas por outros para a descrever, e que eu subscrevo.
Recomendadíssimo...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2005

Convocatória

A ideia surgiu em conversa (ou quase) com a Buggy, assídua frequentadora deste blog.
"Vamos combinar um jantar"
Fica o desafio: dia 22 de Janeiro, sábado, vamos jantar a qualquer lado.
Presenças confirmadas temos a Buggy, o Mgl, o PMacedo e o Flip, além de mim.
É verdade que todos nós nos conhecemos, mas também é verdade que (excepção feita ao Mgl) foi através do "maravilhoso mundo dos blogs" que nos fomos conhecendo. Por isso mesmo e por tudo o resto, aqui fica o convite a quem quer que passe por estas bandas e se queira juntar a nós.
Já agora, também se aceitam sugestões acerca de restaurantes simpáticos na cidade do Porto...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

Fiquei a pensar nisto

Comecei a ler um livro novo e, logo na primeira página, li, reli e voltei a ler uma frase que achei engraçada. Depois percebi que o tom da história não é bem o mesmo desta frase...

"Um filho é a promessa que o tempo faz a um homem, a garantia que cada pai recebe de que, seja o que for a que ele tenha especial apego, será um dia considerado uma loucura e que a pessoa que ele mais ama no mundo nunca o irá compreender."
In "Regra de quatro" de Ian Caldwell e Dustin Thomason

terça-feira, 11 de janeiro de 2005

Ano Novo, Look Novo

Pois é... tenho andado muito caladinha por estes lados porque resolvi mudar de look (aquele look, meio básico, já me estava a fazer alguma confusão) e como não percebo muito disto, tive de andar a estudar as várias opções de templates e como os podia "manobrar" - o Blogger que me desculpe, mas os templates disponíveis também não são os mais apelativos...
Ainda há alguns pormenores que vou tentar ajustar, mas basicamente o look do Manecas para os próximos tempos é este.
Que tal?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

E ao nono dia...

...foi tudo posto em pratos limpos!
Acabou-se a indefinição sobre o dia em que me vou embora, foi divulgada a minha saída e acabou-se o segredo e o secretismo com que toda esta questão foi tratada.
Estava a ficar numa pilha de nervos e com o síndroma de quem tem algo a esconder (como se tivesse feito algo de profundamente errado).
O alívio e a leveza neste momento são tão grandes que pareço uma teenager tonta: brinco por tudo e por nada e os disparates sucedem-se.
Como diria eu a um grande amigo: eu sou uma pessoa normalmente muito bem-disposta. A *(leia-se o nome da minha empresa, pfv) é que me faz mal.
...ou fazia!...

Tal como vos tinha dito, vou embarcar numa nova aventura. Que pode ser boa ou má, melhor ou pior do que esta. Mas neste momento sinto-me tão bem, que acho que me vou permitir abandonar-me nesta onda, nem que seja só por uns dias.
E só por isto, já está a valer a pena.
Aliás, por isto e por ter percebido que eu até tenho uma palavra a dizer sobre o meu futuro...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

WineNotebook

Lembram-se de eu ter falado de uma pequena "obra de arte" Made by Manecas?
Chegou a hora de desvendar o mistério...
WineNotebook
Durante o mês de Novembro frequentei um curso de vinhos, dado por uma enóloga muito simpática chamada Inês, onde aprendi coisas engraçadas como fazer uma prova de vinho e utilizar a cuspideira (siiiim, tem mesmo de se cuspir...).
Adorei a experiência e foi o despertar para novos aromas e sabores, numa doce valsa dos sentidos.
Uns tempos depois tive a ideia: E se eu criasse um livro de bolso, com fichas de prova para preencher e anotações sobre as terminologias de prova (observação, aroma e sabor)?...
A ideia foi tomando forma e o resultado foi engraçado.
Sou a orgulhosa autora de uma obra feita para andar nos copos!!!...

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

Ainda as férias

Não, desta vez não se trata de nenhuma provocação.
Dizia a Mãe Biscoito, num comment ao post de ontem, que ela “Gostava de voltar a viajar, como fazia antes da pipoca.”. Ora aqui está algo interessante e que, de certa forma, me move nesta missão desenfreada de me perder em férias sempre que posso.
Eu gostava de ter filhos. Aliás, eu quero ter uns filhotes, mas não já, nem tão pouco num futuro muito próximo. Mas ter filhos é uma missão para o resto da vida e um papel que não se coaduna muito bem com esta minha vontade de andar a conhecer o mundo.
Muitas vezes ouvi pessoas mais velhas a aconselhar coisas como “aproveita a vida, minha filha, aproveita bem a vida o mais que conseguires e enquanto podes”… Na realidade é mais ou menos isso que tenho tentado fazer.
Ou então tudo isto não passa de uma postura de vida de tentar aproveitar tudo ao máximo, segundinho a segundinho, em cada dia da minha vida.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

Constatações

Ora, cá estamos nós num ano novo e eu cheia de energia... não tivesse eu passado o fim de semana todo a preguiçar entre uma soneca e outra.
Estando nós em época de balanço, constatações e de resoluções, aqui fica a primeiríssima constatação do ano:
Porque será que me só me apetece falar de férias???...
…será uma fixação minha?
…será um ataque de parvoíce em que só me apetece arreliar os que me rodeiam?
…será por achar que este ano vou ter muuuuito menos férias que em anos anteriores?
Huuuuum… se assim for, arrisco-me a sofrer na pele retaliações das minhas provocações sistemáticas…
…bom, paciência! Pelo menos tenho andado divertida!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2004

2004 - 2005

Mais um ano que se está a acabar…
Por esta altura, todos os anos, muitos fazem balanços e resumos dos acontecimentos do ano que termina, quer numa perspectiva global, quer em perspectivas pessoais. Eu prefiro as últimas, até porque a história universal não é mais do que um apanhado dos acontecimentos mais marcantes de todos e de cada um de nós. E para esta há pessoas e entidades bem mais habilitados para o fazer do que eu…
2004 para mim foi o ano das férias. Fartei-me de passear (e de gastar dinheiro…) e de conhecer lugares e pessoas totalmente diferentes. Usufrui das férias a que tinha direito e das que tinham sobrado de anos anteriores (novidade absoluta para mim) e soube-me muuuuito bem…
Foi um ano muito preenchido e com uma série de acontecimentos singulares.
Como a ausência de problemas nas pernas (pela primeira vez, em quase 15 anos, não me lembro nem de ter sofrido dores nem de ter ficado condicionada a fazer fosse o que fosse por causa das minhas pernocas…).
Ou como o momento de incredulidade, em plenas Caraíbas, ao ler no placar o resumo das principais notícias do dia em França e no Reino Unido e descobrir que o nosso Primeiro-Ministro já não o era mais.
Como o Euro e a euforia desenquadrada que vivi em Cuba ao assistir, com meia dúzia de estranhos, os jogos contra a Inglaterra e a Holanda, sob o sol escaldante do meio dia e entre mergulhos em águas tépidas e transparentes.
Como estar em Florença e descobrir em plena cidade e sob as estrelas, um espaço cultural em que se promovia uma feira do livro permanente e se projectavam filmes ao ar livre, num palco rodeado de cadeiras de plástico e envolto em sons melodiosos como só a língua italiana consegue oferecer. Foi quase mágica a sensação de estar dentro do ambiente do “Cinema Paraíso”, mas sem o Toto…
Ou como estar horas no aeroporto Charles de Gaulle e me ter distraído a observar uma personagem estranha que vivia por lá, com as suas coisas sempre atrás, e depois descobrir umas semanas depois que essa personagem foi a fonte de inspiração de um filme bem sucedido do Tom Hanks e do Steven Spilberg.
Como este ter sido o ano em que tomei a decisão profissional mais difícil da minha vida e ter assumido que vou embarcar numa nova aventura…
As expectativas são muitas e 2005 promete.

Para todos, os mais sinceros votos de um próspero ano de 2005.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2004

Shiuuuu... é segredo!

Depois da ansiedade e da expectativa do dia de ontem, hoje estou leve, feliz, satisfeita e em paz comigo e com o mundo. Aliás, este sentimento está a influenciar o meu comportamento e a minha postura hoje, de tal forma que só sai disparate e parvoíce pela minha boca fora. Felizmente que muitos estão de férias e os que me ouvem são amigos.
A novidade ainda não se espalhou. O “Grande Chefe” ainda não partilhou a notícia da minha rescisão de contrato com ninguém (ou se o fez foi de forma discreta e confidencial) pelo que resolvi respeitar a sua atitude e também não tratei de a divulgar. Bem… tenho dois grandes amigos que me têm acompanhado de perto e que estão a par. Apenas e só.
Está sol, há pouco trabalho para fazer e está a tocar uma musiquinha simpática nos meus ouvidos. Tenho bons amigos e uma família espantosa. Sinto-me bem…
Que mais pode uma pessoa querer?

quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

Já está

Chegou a hora de desvendar mistérios, contar aventuras e partilhar convosco as aventuras, histórias, peripécias e consequentes variações de humor e estado de espírito.
Hoje sinto que se encerra um capítulo muito importante da minha vida e se inicia outro que espero que se revele mais venturoso e frutuoso do que o anterior.
Tenho noção que nem sempre fui muito clara quanto à causa do tom mais tristonho e entristecido de alguns post's, já que a eterna questão da "Privacidade em Espaço Público" sempre esteve bem presente no meu espírito. Mas agora deixou de fazer sentido...
...vou mudar de emprego. Vou deixar este projecto a que dediquei tanto de mim e onde vivi intensamente inúmeras alegrias e tristezas. Experimentei a euforia dos sucessos e descobri o pior lado da vida e das pessoas.
Vou abraçar uma nova aventura, com novas pessoas e novas experiências. Pode correr melhor ou pior. O meu lado optimista leva-me a acreditar que vai correr melhor.
E o meu lado feliz faz-me acreditar que o tom da minha vida e deste blog se vai tornar mais alegre...

Today is the Day

Estou nervosa e expectante.
Toca a torcer os dedos e ver se tudo se resolve da melhor forma! ;)
Mais logo conto-vos tudico...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

Feliz Natal

Parece que agora é que é: o Natal está à porta e não há como fugir-lhe. Venha a família, os amigos, os jantares, almoços e a solene ceia, os petiscos, os doces, os pratos tradicionais, a lareira e as prendas.
Ainda não estou bem sincronizada com o espírito, mas acho que se der um empurrãozinho, a coisa vai lá. Basta accionar a minha faceta "joyeux" e deixar as piadas fáceis (e que estão quase sempre na ponta da língua...) fluírem que tudo se vai tornar mais alegre e risonho.
Este ano vou ter um Natal diferente. Vou passá-lo apenas com os meus pais e irmã, na companhia de uns tios (que muito estimamos), mas sem a multidão que costuma invadir a casa da minha avó por esta altura (julgo que já rondámos as 30 pessoas, tudo família próxima - nada dessas coisas de primos em x grau, que eu nessas coisas de graus de parentesco perco-me escandalosamente). Vai ser estranho passar o Natal naquela casa sem a sentir completamente atulhada de gente. Mas como nestas coisas o que conta são as pessoas e o carinho mútuo, estou bem servida: poucos mas muito bons...
Há uns tempos falei num projecto pessoal sobre a construção de uma prenda de Natal "Made by Manecas". Hoje terminei o modelo-base... Está meio tosco, mas estou tremendamente orgulhosa da minha obra. Trata-se de um pequeno livro que me deu algum trabalho a fazer, mas que saiu muito próximo do que tinha idealizado. O que ficou pior neste modelo (tenciono corrigir este último e pequeno problema) foi a encadernação. Quer dizer, nem foi bem a encadernação, foi mais o corte das margens (que esta coisa do artesanato é muito gira mas complicada e tenho de confessar que cheguei a desejar ter acesso àquelas máquinas de corte super sofisticadas das editoras...).
Mas estou orgulhosa da minha obra. Se conseguir contornar este pormenor, vai ficar quase perfeito. Agora só me resta descobrir se esta opinião vai ser partilhada...

Bom, as palavras já são muitas, o tempo corre e amanhã já é véspera de Natal. A todos que vagueiam pela net e que passam por este cantinho, os mais sinceros votos de um Natal recheado de pessoas e coisas boas...
...e aos que não passam por aqui, ficam ainda os votos de que comecem a passar!...
HoHoHo...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

Queria poder oferecer-vos um mimo que expressasse a minha gratidão pelas palavras de conforto e simpatia que têm deixado, mesmo nos meus post’s mais chatos e enigmáticos, em jeito de apoio incondicional a “seja-lá-qual-fôr-o-problema-estamos-cá-para-e-por-ti”…
…e a melhor maneira de vos retribuir parece-me ser partilhando a minha genuína convicção de que as coisas vão necessariamente mudar daqui para a frente.
Sinto-me mais leve, mais confiante e mais dentro do tal espírito natalício que este ano tanto me custou a assimilar. Sinto-me a agarrar a minha vida e a achar que é possível que ela dependa de mim, da minha garra, da minha vontade de viver e de usufruir de cada segundinho que passa.
Ainda não vos vou desejar um Feliz Natal. Com tanto por fazer (ainda) não me sinto plenamente consciente de que o Natal é já depois de amanhã (lá em casa a véspera é tão ou mais importante que o dia 25).
Além disso, já dizia aquela senhora com muito mau feitio, que “amanhã é um outro dia” (ou, neste caso, amanhã ainda é dia)…

terça-feira, 21 de dezembro de 2004

O que me reservará o futuro?...

...mal me quer...
...bem me quer...
...muito...
...pouco...
...nada...
...mal me quer...
...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2004

300 à hora

Entre tantas coisas de última hora para fazer, amigos a quem desejar boas festas e as compras das prendas para este e aquele, sinto-me a andar a 300km/h.
Vem aí um fim de semana em que tenho de desencantar um tempinho para mim e para arrumar ideias...
...e comprar todas as prendas que tenciono oferecer, passear a rodos e rever alguns amigos.
Será que consigo?
Até segunda...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2004

Crónicas de um fim de semana mirabolante

Tal como vos tinha dito, na sexta-feira fui, com os restantes colaboradores da minha empresa, participar num fim-de-semana de reuniões e actividades recreativas, culminando num jantar de Natal que também homenageou uma pessoa que se vai reformar em breve.
(...) This part was deleted by friendly advice... (...)
Mas este fim de semana também me marcou por outra coisa.
Por estes dias tive demonstrações de amizade inesperadamente fortes. No meio de tanta confusão, aproveitei o mais que pude para apreciar ao máximo essas pérolas que tanta importância têm para mim, tendo tornado o fim de semana mais agradável e chegando a sentir aquele calorzinho na alma que só os bons e grandes amigos nos conseguem oferecer…

terça-feira, 14 de dezembro de 2004

Uns segundinhos apenas...

...para vos dizer que estou tão afundada em trabalho que não tenho tempo sequer para um post'zito decente.
Fica a promessa de que vos compensarei com as crónicas de um fim de semana digno de um episódio da 5ª dimensão!!! (yep!)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

Isto há cá cada um…

Logo pela manhã tivemos por aqui a visitinha anual dos médicos da empresa. Vieram, fizeram exames e soltaram alguns prognósticos.
Até aqui tudo normal… até que me comecei a aperceber que os ditos médicos se estavam a entusiasmar (talvez a gostar do som das suas próprias vozes, quiçá) e os seus prognósticos começaram a soar a profecias verdadeiramente aterradoras.
Eu até compreendo a postura de tentar assustar ligeiramente as pessoas para serem levados mais a sério. Mas tal entusiasmo pareceu-me exacerbado e despropositado.
Eu, por exemplo, que até tenho algumas questões de saúde em que sou convenientemente acompanhada por especialistas (nada de grave e felizmente tudo a 100% desde a cirurgia) ouvi comentários de bradar aos céus sobre assuntos que já me foram devidamente explicados em mais do que uma ocasião. A minha reacção lógica foi contra-argumentar explicando o meu historial clínico. Ui! Que má ideia. O médico que me atendeu entusiasmou-se por ter descoberto um paciente em que podia falar mais do que sobre o peso e a alimentação e agarrou a oportunidade com todas as suas forças. Estivesse eu menos informada e começaria logo a imaginar o pior. Assim fiquei só com má impressão desse médico…
Desta experiência fiquei a pensar em dois aspectos.
Pelo que me apercebi depois, o comportamento foi idêntico com toda a gente. Com os nossos hospitais cheios e com tanta gente propensa a doenças fictícias (a velha teoria de que “eu estou doente e se o doutor não me encontra doença nenhuma é porque ele não presta…”), o que é que passa pela cabeça destes senhores ao andarem por aí a semear o pânico? Façam os seus exames, analisem os resultados e limitem-se a isso. Deixem as ilações e devaneios fantasiosos para os pacientes e remetam os casos mais delicados para as várias especialidades…
Por outro lado e do ponto de vista deste tipo de médicos, deve ser uma seca só ter este tipo de pacientes, com este tipo de consultas. Peso, altura, tensão, inspire, expire, etc. Imagino que seja algo monótono e frustrante. E por isso imagino que seja uma grande tentação apanhar pacientes com características diferentes das habituais e com diagnósticos especiais. Mas aproveitar esses pacientes para dar largas à imaginação é ir um bocadinho longe demais…
…isto às vezes sai-me cada maluco!...

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Hoje vou entrar em estágio.
Vou daqui para as terras altas, atrás do frio e da neve, num fim de semana organizado pela minha empresa. Duas noites, actividades pela serra, jantar de Natal e muito convívio entre todos os colaboradores.
Sem comentários…

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

Sinto-me embalar, numa doce preguiça, de quem não está para se chatear com nada.
Está um frio de rachar lá fora e o sol está a mostrar-se em força na minha janela, sugerindo uma estação do ano completamente diferente da que realmente é.
Sinto-me leve, como quem não tem preocupações e desprendida do tempo e do espaço em que estou, permitindo-me fantasiar com um sentimento de alegria e despreocupação característico de quem não tem pesos na consciência.
Sinto-me a retomar as rédeas da minha vida e isso preenche-me com a sensação de controlo e esperança por um amanhã mais preenchido e realizado.
Apetece-me estar com os amigos, perder-me em jantaradas e conversas tardias, em sussurros de cumplicidades e gargalhadas descontroladas.
Apetece-me ser generosa em excessos de mimos para todos quanto me rodeiam e por quem nutro sincera estima.
E acima de tudo, mandar todos os outros à…

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Made by Manecas

Ando toda entusiasmada com um pequeno projecto pessoal, em que resolvi empenhar-me de forma a concretizá-lo até ao Natal.
Trata-se de uma pequena surpresa para alguns eleitos e que está a absorver grande parte do meu espírito nas horas vagas. Se tudo correr bem vai ser mais uma prendinha no sapatinho, que terá uma grande particularidade: será feita por mim!
Não sou lá muito prendada para os trabalhos manuais, mas estas novas tecnologias informáticas são absolutamente maravilhosas quando se aprende a tirar partido delas e eu estou bastante entusiasmada com aquilo que me parece que será o resultado final.
Sim, parece… porque até ficar pronto eu ainda posso fazer alguma asneira e estragar tudo.
Mas o que é realmente importante é que a intenção é muito boa. Se correr bem vai ser uma prendinha bem laroca. Além disso será feita por mim (sim, que se eu fizer contas ao número de horas que já investi, com o custo da mão de obra altamente especializada e excessivamente habilitada que eu represento, arrisca-se a ser a prenda mais cara deste Natal!...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

"Dê Pê"

Uma cabecinha loura disse-me que este blog estava a ficar com um tom deprimente. Sim, eu sei que não se deve dar muito crédito ao que sai pela boca de determinadas cabecinhas louras, mas desta vez tenho de reconhecer alguma razão...
...mas só alguma.
Tenho-vos a dizer que, apesar do tom sério dos últimos tempos, não estou deprimida, nem ando lá perto. Apenas a pensar de forma mais séria em mim e na minha vida para definir que rumo devo tomar e qual a melhor maneira de o fazer.
Mas como eu também não aguento muito tempo sem soltar umas boas gargalhadas, vamos cá fazer o "enterro do DêPê" e soltar o lado solar...
Até porque me considero uma pessoa feliz e com alguma sorte na vida.
Agora digam-me lá, como é que uma pessoa que se farta de pensar em tudo e chega a esta conclusão pode ter depressões???

sexta-feira, 3 de dezembro de 2004

Alguma vez vos confessei que não gosto de discussões?
Pois é, não gosto. Mesmo nada. Quando me vejo envolvida numa discussão e sou obrigada a pôr as garras de fora, fico completamente devastada.
Acontece que também tenho sentido que isso está a mudar. Não, não tenho andado por aí a discutir a torto e a direito, mas sinto-me mais intolerante com determinadas coisas (que considero grandes abusos) e já não acredito tanto na via diplomática. Se calhar isto está a acontecer por andar menos tolerante com as tais coisas que sinto ter de mudar na minha vida. Enfim, não sei...
...mas hoje pus as garras de fora e - espantem-se - sinto-me muuuito bem por o ter feito. Nem stresses por ter discutido, nem pensamentos de dúvidas se foi a melhor opção. Apenas satisfação pelo resultado.
Espero que não se torne um hábito, nem que eu me venha a transformar em alguém detestável, mas esta pequena batalha de hoje deixou-me um vago sentimento de satisfação...
É, como diz ali ao lado, estou contente...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

Tempo de Solidariedade

Este ano decidi acarinhar uma causa que me pespertou algum carinho e que gostava de conseguir convencer algumas pessoas a participar. Trata-se da PAV e de ajudar quem ajuda, nesta quadra natalícia que tantos ameaçam tornar numa gigante camapanha comercial, desvirtuando o espírito da quadra. Aqui vai uma cópia do texto publicado no blog da Partilhas (link na lista ao lado):
"Quem puder... a solidariedade agradece!
AMIGOS e AMIGAS O PAV - Ponto de Apoio à Vida é uma associação de Solidariedade Social que apoia grávidas em dificuldades e os seus bebes até um ano de idade. Ao aproximar-se o tempo de Advento que nos anuncia o Natal lembrei-me de vos vir pedir, um presente para as Mães que são apoiadas pelo PAV.O trabalho que ali se vai fazendo sem alardes atinge já uma dimensão que muitos de vós não imaginam. Com efeito, só este ano e até ao mês de Outubro, as técnicas do PAV já fizeram mais 580 consultas, das quais 105 novas Mães grávidas em dificuldade, para além de terem atendido 957 contactos telefónicos. São números impressionantes. Cada Mãe grávida ou com recém-nascido recebe um "enxoval" com alguns produtos de primeira necessidade, tais como :- Discos para amamentação - Pensos higiénicos - Toalhitas - Fraldas (até 6Kg)- Biberons – Chucha - Fraldas de pano - Produtos de higiene (p/ a mãe e p/ o bebe)- Roupa de recém-nascido (até aos 6 meses) É esta a proposta que vos faço: vamos dar "enxovais" para as Mães que acorrem ao PAV, dando alguns daqueles produtos, ou o dinheiro para que o PAV os possa comprar. Com os associados e voluntários, trataremos de fazer os embrulhos. Estes presentes podem ser entregues:- até dia 17 de Dezembro (de 2ª a 6ª) - na Rua Buenos Aires, 39 - à Lapa,das 9h às 20h (não fecha para o almoço).- Até dia 23 de Dezembro (de 2ª a 6ª) - no PAV - Rua Raul Mesnier du Ponsard, 10 - ao Lumiar, das 9h as 13h e das 14h as 18h - tel: 21.7570941 Em nome das Mães do PAV e da equipa que ali trabalha, desde já muito obrigada pelo vosso apoio, e é também em nome delas que peço para si e para a sua família UM SANTO NATAL!"

Pela Invicta pode-se contribuir na "MULHERES EM ACÇÃO
Av.Boavista, 1015-6ºAndar, loja 606 - 4100-128 PORTO
tel. 226 007 130"
Ou então falem comigo que eu certamente que vou contribuir!

terça-feira, 30 de novembro de 2004

Xmas

E agora algo bem mais divertido:
Estou a tentar montar a árvore de Natal em minha casa.
Qual é o divertimento disso? Fácil: tentem imaginar uma casa pequena, que tem vindo a ser preenchida progressivamente e uma árvore de Natal tamanho XL...
...e depois tentem conciliar ambas, sendo obrigatório assegurar espaço para a sua dona viver...

(...)

Sinto-me a flutuar. Fora de mim e espectadora de mim mesma.
É estranho isto, não é?
Não quero saber de coisas menores e perdi o interesse em me envolver em certas batalhas. Aliás, até o interesse de me envolver em conversas banais, sinto estar a esmorecer.

Não estou a ficar apática. Nada disso. Julgo que se trata de um mecanismo de auto-defesa, accionado pelo tal fim-de-ciclo na minha vida, que sinto estar a desenhar. E porque acho isto? Porque me sinto bem comigo mesma apesar de me sentir a distanciar de tanta coisa. Porque chego a casa e começo a ficar bem disposta.
E porque ontem era segunda e hoje já é sexta.

Ah! E apetece-me soltar uma gargalhada. Alguém tem uma piada de bolso para partilhar?

quarta-feira, 24 de novembro de 2004

Preto no Branco

Perguntinha pragmática:
Se tantos trabalham apenas e só para assegurar o salário no fim do mês, porque não sou eu capaz de o fazer?...

segunda-feira, 22 de novembro de 2004

E se eu fosse..

De onde estou tenho uma visão privilegiada para a rua. Não me refiro a uma janela qualquer, mas a uma grande montra de que consigo dispor, desde que a porta do gabinete esteja aberta.
Torna-se quase indiscreta por me permitir ver a rua desde o pavimento até ao céu. E como tem uma parte espelhada, não é raro perceber alguém do lado de lá a ver o seu reflexo, a apreciar a “toilette” ou então a fazer figurinhas bem mais engraçadas para nós, que as apreciamos do lado de dentro sem sermos perceptíveis. Podia-vos contar cada história…
Mas hoje não é por estas paragens que vagueia o meu pensamento.
Hoje dei por mim a olhar para a rua e a ver os carros a passarem e a tentar imaginar os seus possíveis destinos. Tenho de confessar ter saudades dos tempos de faculdade em que dispunha de algumas tardes (ou manhãs) para fazer o que quisesse. Fosse tratar de coisas aqui e ali, fosse simplesmente para passear a pé… fazia quilómetros nesses tempos. Agora já não é bem assim.
Dou por mim a pensar no quanto era bom poder ser completamente fútil: ter o cabelo sempre com ar de quem acabou de sair do cabeleireiro, andar com umas roupinhas larocas e poder ir lanchar com os amigos, aproveitando para apanhar um bocadinho deste ar soalheiro e fresco de Outono. No fundo, ser uma “dondoca” (eu até tenho imenso jeito para falar “à tia”…).
Mas na verdade eu não sou feita para isso. Se fosse “dondoca”, suspiraria por uma vida stressante, típica de quem anda sempre atulhado de trabalho. Não conseguiria viver às custas de alguém e acho que não suportaria sentir-me afastada de possíveis centros de decisão.
Enfim, a eterna dualidade do inconformismo.
Mas hoje, apenas hoje, dava tudo para ter um pedacinho dessa vida fútil que não suportaria viver eternamente…

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

...

Dias difíceis, estes que correm.
Tenho sido uma espectadora atenta do meu quotidiano, numa perspectiva algo estranha de espectadora e personagem principal em simultâneo, se é que isso pode alguma vez ser possível. Muita introspecção e muita análise levam-me a achar que estou no fim de um ciclo muito importante da minha vida, em que nada voltará a ser como dantes.
Acho. Mas sem quaisquer certezas.
Mas há laços que se quebram e eu dou por mim a pensar porque é que os mantenho. Comodismo, talvez. Mas quando até o comodismo incomoda nada mais há a fazer senão deixar tudo para trás das costas.
Eu sou assim. Sofro muito quando sinto que tenho de me libertar de algo que me foi muito precioso, mas que se vai revelando insustentável. Demoro muito a convencer-me, mas quando a verdade se mostra irremediavelmente clara aos meus olhos, mesmo com a mágoa da perda, sigo em frente. E aí sim, sou muito decidida. Seja contra tudo e contra todos, desencanto forças escondidas e assumo-me imbatível, cortando amarras e libertando-me total e definitivamente. Sem qualquer possibilidade de retrocesso…

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

Já está

O rascunho da parte 20 do "That Old Devil" já seguiu caminho, ficando sujeito a uma revisão que tenciono fazer lá para o fim de semana com mais tempo disponível.
Como diria a grande motivadora desta aventura, se ficar pronto até aoa Natal, já sabem: livros para todos!...
Agora tenho de me "pisgar" daqui que já estou atrasada. Logo conto-vos mais algumas novidades...

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

Despertares

Acordo todos os dias com vontade de não acordar.
Normalmente uma hora antes de tocar o despertador. Penso nisto e naquilo, preparo-me mentalmente para as coisas que sei que tenho de fazer nesse dia e divago sobre a estupidez que é acordar tão cedo, quando a minha consciência me grita fervorosamente que a melhor maneira de ocupar esse tempo é dormindo profundamente.
Não é que não aprecie esse tempinho em que estou na minha maravilhosa, confortável e enorme cama, mas tenho a plena convicção de que é um desperdício.
Assim tem sido o meu despertar nas últimas semanas. Estranho aquilo que me parece uma inadaptação ao horário de Verão, despropositado para quem gosta tanto de dormir. E não, não estou deprimida (sim, que o eterno hábito luso de só pensar em desgraça e de estar em estado eternamente queixoso, não é bem para mim).
Apenas tenho tido um despertar diferente…

Nota

Lembram-se da odisseia “That Old Devil” de que vos falei? A sorte ditou que o próximo capítulo seja da minha responsabilidade. Agora é que vai ser dar largas à imaginação…

segunda-feira, 15 de novembro de 2004

Ainda no Yin e Yang

De engenheira a bloggista, autora e poetisa, vai um mundo inteiro, mas se estou a conseguir arrancar alguns elogios, é porque a coisa até está a correr bem…
Ora, como rapariga tímida que sou (e não venham com essas coisas de que eu não sou nada tímida, que todos nós temos facetas em que a nossa timidez se sobrepõe), fiquei um bocadinho sem saber o que dizer e escrever por estes lados, depois dos comentários elogiosos que arranquei no meu último post. Por isso, se frustar, de alguma forma, expectativas criadas inadvertidamente, paciência…
Na verdade sou (não sei se já terei escrito isto por aqui) engenheira de opção e feitio. Vivo de forma pragmática e tenho o hábito (por vezes irritante) de pensar e actuar de forma matemática. Com análise de opções, variantes e tentando ver um bocadinho mais além (nem sempre consigo), vislumbrando as possíveis consequências.
Mas gosto de sonhar. Vaguear por delírios, devaneios e deixar-me embalar por uma imaginação que por vezes é galopante, pintando aqui e ali, com pinceladas coloridas, a vida e o que me rodeia.
Mais uma vez penso no Yin e no Yang. No preto e no branco. Na matemática e na engenharia face à escrita, à poesia e aos sonhos. Talvez seja só uma fase da minha vida mais filosófica, mas tenho pensado muito nisto. Onde me enquadro, o que faço da minha vida e dos dias que se vão sucedendo de forma alucinante.
Mais uma vez isto não vos deve interessar nada.
Mas se virem mais acima, confirmarão que isto não passa de um blog de devaneios…

quarta-feira, 10 de novembro de 2004

Onde a terra acaba e o mar começa

Fui invadida por uma vaga de saudades, de um espaço físico e temporal que julgo já não existir, mas que me fez sonhar com outras paragens. A culpa é de um novo visitante do Manecas, SalsolaKali, cujo blog aproveito para divulgar.
Ao ler o post mais recente, escrevi um comentário de um só fôlego, que (espero não estar a ser muito indiscreta) vou publicar por aqui também. Porquê? Porque fiquei a pensar nele. E nos locais que invoquei. E na leveza que tais recordações me fizeram sentir...

"Vagueei pela praia, senti as ondas e revi o paredão que suporta a Casa-Museu Afonso Lopes Viera. Senti-me a passear pelo pátio, a visitar a capela e a rever as camaratas onde passei tantos verões (uns enquanto criança, outros como monitora da colónia de férias). Recordei com saudade o fascínio pela coleção de livros e búzios que o poeta acumulou.
Tudo isto num flash momentâneo mas que me aqueceu a alma e reconfortou como só as boas recordações o fazem.
Sou filha das terras do verde pino e não me liberto do fascínio que todos os frutos dessas terras causa em mim.
Seja o tojo, os caminhos perdidos, os pinheiros bravos ou mansos a terminarem em praias de encantar.
...ou talvez seja só a minha alma poética a falar mais alto."

terça-feira, 9 de novembro de 2004

...

"A ciência explica o mundo através da razão, a poesia através do coração"

Serão estes o Yin e o Yang que pautam a minha vida?

segunda-feira, 8 de novembro de 2004

Postas à desgarrada

E porque me apetece. Ao género post-it (logo blog). Pensamentos ao acaso.

*Já vos falei no "Old Devil"? Espreitem. E tentem compreender o meu stress ao pensar que 50% dos inscritos já se safaram e a história está cada vez mais embrulhada (e coitadinhos dos que, tal como eu, aguardam que a sorte dite a sua vez).

*Hoje a Clara é submetida a uma cirurgia. Ou serão duas? Bem, apesar de saber que não é nada de especialmente delicado, todas as cirurgias são uma aventura. Estou farta de pensar em ti, querida Clara, e ansiosamente a aguardar notícias...

*Num destes dias fiz uma figurinha do mais triste que há. Estava num semáforo, quando a condutora do carro à minha frente começa a acenar ferverosamente. Achei estranho e ignorei. Ela insistiu. Eu olhei melhor. Ela esbracejava. Eu achei que talvez fosse alguém conhecido. Ela continuou a acenar. Eu comecei a dizer adeus (apesar de não conseguir reconhecer... mas...). O semáforo ficou verde e eu ainda disse adeus quando a ultrapassei.
Percebi um km depois quando parei no semáforo seguinte. Um rapazinho da passadeira gritou "Olhe que tem de ligar as luzes"...
Obrigada, ilustre desconhecida, que tão simpática foste para mim, apesar de eu ter sido tããão escandalosamente burra.

A idade é um posto

...e quem for mais novo que se lixe.

(Adoro isto!)

quinta-feira, 4 de novembro de 2004

Hoje é dia de festa

Hoje há uma estrelinha no céu que brilha mais intensamente, velando por uma das pessoas de quem mais gosto no mundo inteiro.
Não, não estou a falar do Figo… (hehehe…)
Hoje é o dia do aniversário da minha querida irmã. A pérola da família, preciosa e rara, que se destaca por tudo e por nada e a quem é difícil ser-se indiferente.
A “loura mais preta” da história da humanidade, que brincava com macaquinhos e se destacava pela brancura da pele e dos cabelos, entre os miúdos com pele e sorrisos da cor do chocolate, a quem a minha mãe ensinava a ler e a escrever nas terras quentes e húmidas de Cabinda.
Se me brindares com uma visita a este canto virtual, onde tantas vezes me refugio, ficarás a saber o quanto eu te adoro e que neste momento me debato furiosamente comigo mesma para não escrever tantas e tantas lamechices que me vão passando pela cabeça. Aquelas que não se dizem por vergonha…
Que o futuro te reserve tudo aquilo que acredito mereceres e que a sorte te apareça da forma mais sorridente possível. Ah… e já agora que não demore muito…


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Provocation update
Querida irmãzinha:
Tenho de ter presente no meu espírito que tu tens algumas limitações... enfim, que és loura e das verdadeiras (que esta moda dos cabelos pintados e das madeixas confunde um bocado e não é fácil distinguir umas das outras...).
Como me esqueci disso, aqui vai um guia passo-a-passo de como podes chegar até este blog para poderes ler este post:
1) procuras o botão "on" nessa caixa misteriosa que alguém, apelidou de computador.
2) quando o encontrares carregas nele uma vez. Nota bem: uma só vez. Se o fizeres mais do que uma vez, tens de o fazer em número ímpar. Como? Não sabes o que é impar? Bom... se isso acontecer, ligas-me e eu explico-te em directo.
3) deixas o computador pensar (hã??? também não sabes o que é pensar?... bolas que isto não vai ser fácil...) e esperas até que ele fique quietinho durante uns minutos.
4) ok... chegaste até aqui? Bom, já estás muito bem. Afinal poderás não ser uma loura assim tão genuína... Boa, para ti!
5) procura um bonequinho azul que parece um "e" arredondado. Encontraste?
6) clica nele e espera que te apareça um rectângulo no monitor. Apareceu?...
7) ena, ena. Menina espertinha. Olha que quem chega aqui está habilitado a se tornar um colaborador do Bill Gates. Quem é esse? É um dos homens mais ricos do mundo... e giro. Muuuuuito giro...
8) no topo de rectângulo há um outro rectângulo estreito mas comprido, branco, onde diz "Endereço". Nesse rectângulo escreve: www.manecas.blogspot.com
10) depois de escreveres isso carregas na tecla enter.
11) tecla enter
12) siiiim... na tecla enter. Enter. E-N-T-E-R.
13) nãããoooo... aí desligaaaaaaaaaaas.
14) olha, esquece. eu imprimo isto e depois tu vês. ok?
15) como??? Que história é essa de que eu já podia ter feito isso há mais tempo????
16) hããããã? Mas eu só te queria ajudar...
17) ...enfim. Pronto. Tudo bem. Tens razão...
18) ...claro... ...claro...
...


(Nota: eu sei que vou sofrer retaliações, mas não resisti!... Beijocas, Mana querida. Espero que depois desta continues a gostar de mim...)

quarta-feira, 3 de novembro de 2004

Como é possível?

Esta noite tive insónias. Rodei para um lado, rolei para o outro, ajustei almofadas e por fim resignei-me ao facto de que estava irremediavelmente acordada.
Foi por isso que acabei por acompanhar em directo as eleições norte-americanas com a contagem dos votos e o evoluir das notícias, à medida que cada estado ía noticiando os seus respectivos resultados. Também foi assim que percebi (finalmente) como funciona o sistema eleitoral norte-americano.
E também foi assim que eu acabei por ver confirmada uma certeza e convicção pessoal de que os norte-americanos são burros (e perdoem-me todos os que são excepção a esta regra, mas com este tipo de demonstrações mais nenhuma conclusão me resta...).
Um amigo meu classificou as facções políticas norte-americanas como democratas, republicanos e palhaços. Ele (simpatizante dos republicanos de forma assumida) caracterizou o actual e futuro presidente, assim como os seus seguidores, desta forma tão simples e tão realista, que - principalmente sendo simpatizante dos republicanos - fiquei com dificuldades em procurar outros adjectivos.
Resta-me a consolação de saber que na Pensilvânia (onde está o meu amigo Carlos, em quem pensei muito quando foi anunciado este resultado) Kerry ganhou, tendo sido um dos poucos momentos de satisfação que vivi durante a minha insónia.
Entretanto dei por mim a comparar os Estados Unidos com a velha Europa. Por cá aceita-se um presidente francês com a sua eterna amante e não se toleram comissários extra-conservadores.
Será que por cá se admitiria um protagonista que nos expusesse ao ridiculo como tantas vezes o Sr. Bush Jr. o fez?
Será que se admitiria um protagonista que tomasse decisões como entrar em guerra com o Iraque de forma tão unilateral e tão contrária aos pareceres e posições da ONU?
Será que se admitiria um protagonista que desprezasse tão escandalosamente o protocolo de Quioto, como o Sr. Bush Jr. o fez? Principalmente quando falamos da região do globo que mais prejudica e contribui para o aumento do buraco do ozono...
...eu cá gosto de pensar que não. Mas também não posso esquecer que o maior alucinado da História era europeu...

terça-feira, 2 de novembro de 2004

Tachos, tachos e mais tachos. Socoooooorro!...

Acho que estou a desenvolver uma “quase-fobia” a cozinhar. Juro.
Sabem aquelas pessoas – verdadeiras fadas do lar – que se fartam de limpar, cozinhar e passar a ferro, com um sorriso constante nos lábios? Eu cá não sou dessas.
Mas tenho de confessar que até tenho algum jeitinho para a coisa.
Não invento pratos magníficos a partir das sobras da véspera, mas faço alguns petiscos bem deliciosos. Isto para não falar na longa lista de doces que me saem muuuito bem e que são muitas vezes solicitados. Ainda por cima gosto de receber, o que só ajuda e dá a sensação de que se trata de uma combinação perfeita: saber cozinhar e gostar de receber… certo?
Pois, mas na verdade não me parece tão certo assim. Neste momento estou a desenvolver uma genuína má-vontade com os tachos e sinto que estou farta deles. E o que me chateia mais é que não me apetece cozinhar para mim, nem me apetece ter de pensar no que vou comer todos os dias, duas vezes ao dia.
Dizem que a rotina mata a genialidade e que quem cozinha ocasionalmente é capaz de fazer os melhores petiscos. Eu se calhar sou uma dessas pessoas.
…e essa coisa da fada do lar, definitivamente não é para mim. Apesar das aparências…
Ouviram???...